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sábado, abril 28, 2012

Bovespa fecha pregão com queda de 0,81% e perde 4,36% no mês

Brasília – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o pregão de hoje (27) com queda de 0,81%, aos 61.691 pontos, depois de fechar 717.884 negócios que renderam giro financeiro de R$ 5,798 bilhões.


Com o resultado desta sexta-feira, o mercado brasileiro de ações amarga desvalorização de 1,28% na semana e acumula perdas de 4,36% no mês. Mas, no ano, o saldo continua positivo, com alta de 8,69%.

Hoje, a Bovespa operou diferentemente de suas congêneres da Europa e dos Estados Unidos, que registraram altas, apesar do rebaixamento da nota da Espanha, ontem (26), e da frustração com o crescimento de 2,2% da economia norte-americana no primeiro trimestre. Os analistas estimavam aumento maior.
As principais bolsas da Europa contabilizaram ganhos de 0,49% em Londres, de 1,14% em Paris, de 0,91% em Frankfurt e de 1,85% em Milão. A Bolsa de Nova York também fechou no azul, com ganho de 0,18%, acompanhada por outros mercados acionários da região como o México (+0,29%), a Venezuela (+0,42%), o Chile (+0,36%) e a Argentina (+0,05%).
O fraco desempenho de hoje na Bovespa foi puxado, principalmente, pelas ações de empresas de construção: Cyrela Realt (-7,90%), Gafisa (-5,54%), Rossi Residencial (-5,31%), MRV (-4,21%), PDG Realt (-3,78%) e Brookfield Incorporações (-3,26%).
No mercado de câmbio, o pregão fechou o dia estável, com alta de 0,05% do dólar depois que o Banco Central fez leilão para compra de dólares para reverter os sinais de baixa na cotação da moeda norte-americana, que encerrou o dia a R$ 1,885 para compra e R$ 1,887 para a venda.
O dólar acumula ganhos de 0,92% na semana e de 3,31% no mês. A valorização das últimas semanas também reverteu às perdas do ano, registradas até a semana passada, e o saldo no ano está positivo em 0,97%.

Paulo Mendonça substitui Eike Batista na presidência da OGX

Rio de Janeiro - A OGX, do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta sexta-feira nova composição de sua diretoria executiva, no mesmo dia em que importantes companhias no Brasil, como a Petrobras, divulgaram mudanças em seu alto escalão.

A presidência da OGX - até então ocupada por Eike Batista - será assumida por Paulo Mendonça, que era diretor-geral e diretor de exploração da companhia. O bilionário continuará na presidência do Conselho de Administração.
Paulo Ricardo dos Santos será o novo nome da diretoria de exploração e de reservatórios. Já Roberto Monteiro será o novo diretor financeiro e de relações com investidores. Ele ocupava o mesmo cargo na OSX e será substituído por João Borges Neto.
Também será criado um comitê de gestão e planejamento estratégico ligado ao Conselho de Administração, que será presidido por Eduardo Karrer, que preside a MPX, de geração de energia do grupo.
As mudanças na OGX foram anunciadas um dia após a cerimônia realizada no Porto do Açu, no nordeste do estado do Rio de Janeiro, que marcou simbolicamente a extração do primeiro óleo da companhia, que ocorreu no início do ano.
Dia de mudanças
O dia também foi de anúncio de mudanças na Petrobras. A estatal informou a indicação de José Carlos Cosenza para substituir o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e de Richard Olm para substituir Renato Souza Duque na diretoria de Engenharia, Tecnologia e Materiais .
No setor de alimentos, a Nestlé anunciou que terá Juan Carlos Marroquin, atual presidente da companhia no México, no comando das operações no Brasil a partir de 1o de julho, no lugar de Ivan Zurita .
Já a Bradespar será presidida por Luiz Maurício Leuzinger após João Moisés de Oliveira ter solicitado a não renovação de seu mandato, manifestando seu desejo de aposentadoria .

Vale apresenta carta de R$ 1,7 bi em garantia judicial

São Paulo - A Vale informou nesta sexta-feira ter apresentado carta de fiança no valor de 1,7 bilhão de reais para garantia de valores cobrados em execução fiscal pela Fazenda Nacional, de acordo com comunicado.

A cobrança envolve supostos tributos sobre lucros de coligadas e controladas no exterior relativos ao período de 1996 a 2002.
A Vale apresentou carta de fiança bancária em cumprimento à determinação judicial, mas disse que isso não representa perda ou derrota em processo que corre na Justiça sobre o assunto.
"Estamos confiantes em nossos argumentos e continuaremos a apresentar os recursos cabíveis até que o julgamento do mérito da defesa apresentada pela Vale ocorra", disse a empresa.
A disputa judicial é referente à cobrança de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) em relação aos ganhos de controladas no exterior.
"Conforme informado anteriormente, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em vigor impede o prosseguimento de qualquer medida administrativa ou judicial para a cobrança de débitos, relacionados a lucros no exterior", disse a Vale.
"A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), desconsiderando o teor e alcance desta decisão, efetuou pedido de garantia aceito pelo juiz de primeira instância. A Vale apresentou carta de fiança bancária em cumprimento à determinação judicial", acrescentou.

Mercado interno no primeiro tri ficou aquém, diz BRF

São Paulo - Apesar de ter uma performance melhor do que as exportações, as vendas da BRF Brasil Foods no mercado interno no primeiro trimestre de 2012 ficaram aquém do esperado pela companhia. "Não fomos somente nós que sentimos, o setor como um todo percebeu isso. O varejo se comportou de uma maneira fraca, tímida, o giro não foi tão forte. Talvez o período de férias tenha interferido", disse o vice-presidente de Finanças, Administração e Relações com Investidores, Leopoldo Saboya, durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira.

Segundo ele, da diminuição de R$ 257 milhões do Ebit (lucro antes dos juros e impostos) entre o primeiro trimestre do ano e de 2012, o mercado interno foi responsável por perdas de R$ 248 milhões. Porém, Saboya acredita em uma recuperação das vendas domésticas nos próximos períodos.
"Acreditamos no efeito positivo do salário mínimo, das medidas de estímulo anunciadas pelo governo e no repasse da queda da Selic. Isso vai aumentar a confiança do consumidor. Só estamos esperando os sinais efetivos do mercado para ver realmente a recuperação", disse o executivo.
Saboya ainda comentou que, no curtíssimo prazo, a empresa está sendo pressionada pelos custos de produção, principalmente do farelo de soja, que alcançou níveis recordes. "Acredito que teremos de fazer eventuais reajustes de preço para compensar esses custos", afirmou.
Cade
Segundo o vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF, Wilson Mello Neto, que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifestará em maio sobre a troca de ativos entre a empresa e a Marfrig anunciada em dezembro. "No mais, está tudo em ordem", declarou.
Segundo ele, no dia 01 de junho começam as transferências dos ativos. Nessa data, a BRF recebe a Quickfood da Marfrig na Argentina e passa as unidades de Lages (SC), Duque de Caxias (RJ) e Carambeí (PR. Neste este último local, somente a fábrica de suínos. Já em 01 de julho, a BRF transfere à Marfrig outras unidades fabris e o pacote de marcas definidas no acordo com o Cade. E, por fim, em 01 de agosto, recebe as unidades da BRF de Brasília (DF) e Várzea Grande (MT).
"Já as suspensões de produtos da marca Batavo (cárneos) e Perdigão começam dia 01 de julho", informou o executivo. Pelo Termo de Compromisso de Desempenho (TCD) firmado com o Cade na época da aprovação da fusão com a Sadia, ficou determinada a suspensão das vendas de cárneos da Batavo por quatro anos e alguns itens da Perdigão por entre três e cinco anos, dependendo da categoria.

BRF investirá de R$ 2 bi a R$ 2,5 bi nos próximos três anos

São Paulo - O vice-presidente de Finanças, Administração e de Relações com Investidores da BRF Brasil Foods, Leopoldo Saboya, reafirmou os guidances de investimento e captura de sinergias com a fusão com a Sadia. Sobre os aportes, a BRF vai investir entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões nos próximos três anos. Somente no primeiro trimestre, os aportes somaram R$ 594 milhões, alta de 128% ante o mesmo período de 2011. "O aumento não é para assustar. É que o ano passado estávamos com o 'freio de mão puxado' por causa da espera da posição do Cade sobre a fusão com a Sadia. Agora, retomamos aos níveis normais de investimentos", explicou o executivo durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

Com relação aos guidances de sinergias com a fusão, Saboya reafirmou a captura de sinergias líquidas antes de impostos de R$ 1 bilhão por ano entre 2012 e 2013 e a estabilização nesse patamar desse período em diante. A BRF encerrou março com uma dívida líquida de R$ 5,9 bilhões, alta de 9,3% ante a cifra de R$ 5,4 bilhões do mesmo período de 2011. Do total do endividamento bruto, 45% estão no curto prazo e 55%, no longo prazo.
O caixa da companhia no período era de R$ 2,3 bilhões. "Mas temos uma liquidez de caixa de R$ 3,2 bilhões, incluindo os US$ 500 milhões do crédito rotativo fechado hoje", explicou o executivo. De acordo com ele, com a conquista dos três graus de investimento atribuídos pelas agências de classificação de risco Standard & Poor's, Fitch e Moody's, a BRF tende a ser uma frequente emissora no mercado (frequent issuer), não descartando eventuais próximos acessos ao mercado no ano. Se feitas, os recursos serão para alongar dívidas de curto prazo. Sobre aquisições, o executivo não quis dar mais detalhes, mas afirmou que a companhia está "sempre olhando oportunidades."

sexta-feira, abril 27, 2012

Sistema de Cotas é aprovado por maioria no STF

Brasília – A reserva de vagas em universidades públicas com base no sistema de cotas raciais foi considerado constitucional pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cezar Peluso foi o sexto a votar favoravelmente e, com isso, garantiu a legalidade do sistema de cotas nas universidades públicas.

“Não posso deixar de concordar com o relator que ideia [cota racial] é adequada, necessária, tem peso suficiente para justificar as restrições que traz a certos direitos de outras etnias. Mas é um experimento que o Estado brasileiro está fazendo e que pode ser controlado e aperfeiçoado”, disse Peluso.
Além dele, os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa se posicionaram pela constitucionalidade do sistema. Mais quatro ministros ainda irão votar – Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Melo e Carlos Ayres Britto. Os votos já dados ainda podem ser mudados enquanto não for concluído o julgamento, entretanto, o resultado é considerado praticamente certo.
O ministro Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de votar, porque quando era advogado-geral da União posicionou-se a favor da reserva de vagas. Por isso, dos 11 ministros, somente dez participam do julgamento.
Para o partido Democratas (DEM), autor da ação que questiona as cotas raciais para ingresso na Universidade de Brasília (UnB), esse tipo de política de ação afirmativa viola diversos preceitos fundamentais garantidos na Constituição.
A UnB foi a primeira universidade federal a instituir o sistema de cotas, em junho de 2004. Atos administrativos e normativos determinaram a reserva 20% das vagas a candidatos que se autodeclaram negros (pretos e pardos).

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