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quarta-feira, agosto 22, 2012

Barril do Texas fecha em alta de 0,43%


Nova York - O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em outubro fechou nesta quarta-feira em alta de 0,43%, cotado a US$ 97,26 por barril, com o que voltou a atingir seu nível mais elevado desde o início de maio, impulsionado pela queda maior que o esperado das reservas de petróleo nos Estados Unidos na semana passada.
Ao término do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de futuros do WTI subiram US$ 0,42 em relação ao preço de fechamento de terça-feira.
Em Londres, o barril do Brent para entrega em outubro encerrou hoje com um avanço de 0,23% até US$ 114,91, no International Exchange Futures.
Os operadores se animaram depois que o Departamento de Energia dos EUA anunciou que as reservas de petróleo diminuíram em 5,4 milhões de barris na semana passada e ficaram em 360,7 milhões.
Os contratos de gasolina com vencimento em setembro ganharam US$ 0,04 e fecharam cotados a US$ 3,10 por galão (3,78 litros), enquanto os de gasóleo para calefação não registraram mudanças, permanecendo em US$ 3,12 por galão.
Já os contratos de gás natural com vencimento em setembro encerraram o pregão com aumento de US$ 0,05 negociados a US$ 2,82 por cada mil pés cúbicos. 

Auditoria que analisa Apple e Foxconn vê melhora em fábricas

Taipé/São Francisco - Apple e Foxconn melhoraram as condições de trabalho nas fábricas chinesas que produzem a maior parte dos iPads e iPhones, de acordo com auditores que as empresas contrataram, mas ainda há grandes desafios.

A Associação do Trabalho Justo (FLA, em inglês) afirmou na terça-feira que pelas leis chinesas as duas companhias têm que reduzir em até 30 por cento a jornada das milhares de pessoas que trabalham nas fábricas da Foxconn no Sul do país.
Apple e Foxconn receberam uma série de críticas por causa das condições de trabalho nas fábricas, relacionadas a uma série de suicídios em 2010.
A Foxconn anunciou na quarta-feira que continuará a reduzir as horas extras para menos de nove horas por semana, ante as atuais 20, embora isso aumente os custos trabalhistas.
"É um desafio. Ao reduzir as horas extras, precisamos contratar mais pessoal, implementar mais automação, investir em engenharia robótica", declarou Louis Woo, assessor do presidente-executivo da Foxconn.
No começo deste ano, a FLA constatou várias violações das leis trabalhistas --como excesso de horas extras-- após uma das maiores investigações sobre a operação de uma companhia norte-americana fora dos Estados Unidos.
A Apple, a companhia mais valiosa do mundo, e a Foxconn --marca da taiwanesa Hon Hai que também atende a companhias como Dell, Sony e HP -- aceitaram reduzir horas extras, melhorar as condições de trabalho e contratar mais pessoas.
"Houve uma melhora nos últimos seis meses. Ficou um pouco melhor com jornadas menores", afirmou o operário Liu Xiaoguam. No entanto, o salário líquido caiu de 3,7 mil iuans (583 dólares) para 3 mil iuans.

3 parágrafos da ata do FED que soam como música aos mercados

São Paulo – Não é novidade para ninguém que a economia americana tem sofrido para se recuperar desde o auge da crise financeira internacional em 2008. A taxa de desemprego continua elevada – 8,3% em julho – e o risco de uma nova recessão em 2013 é crescente. Segundo a agência de classificação de risco Standard and Poor’s, essa possibilidade subiu de 20% em fevereiro para 25% nesta semana.

A piora nas expectativas econômicas não passou despercebida pela equipe do presidente do Banco Central americano, Ben Bernanke, em sua última reunião de política monetária realizada nos dias 31 de julho e 1º de agosto, segundo a ata do encontro disponibilizada ao mercado às 15h10 desta quarta-feira.
Três parágrafos do texto deixam evidente que a preocupação entre os membros do comitê, formado por 17 pessoas, é crescente. Segundo o texto, caso a economia não melhore, o BC irá agir com mais uma rodada de estímulos econômicos. A próxima reunião do comitê de política monetária está marcada para os dias 12 e 13 de setembro.
Confira (tradução livre):
 Uma parte deles [dos membros] indicou que uma acomodação adicional poderia ajudar a promover uma melhora mais rápida nas condições do mercado de trabalho em um ambiente no qual as pressões de preços seriam superadas. Muitos membros julgaram que uma acomodação monetária adicional poderia ser garantida em breve a não ser que as informações recebidas apontem para um fortalecimento substancial e sustentável no ritmo de recuperação econômica.
Vários membros notaram que os benefícios de acumular mais informações poderia ajudar a esclarecer os contornos das perspectivas para a atividade econômica e para a inflação, bem como para a necessidade de mais uma ação. Um membro julgou que uma acomodação adicional não seria efetiva em um cenário de melhora econômica e julgou os custos potenciais associados com essa ação como inaceitavelmente altos.
Na conclusão do debate, os membros concordaram que irão monitorar de pertos os desenvolvimentos econômicos e financeiros e cuidadosamente pesar os potenciais benefícios e custos das várias ferramentas para avaliar se a ação de política adicional seria justificada.
Os mercados nos Estados Unidos ensaiaram uma recuperação após a publicação da ata e o índice Dow Jones é o único que ainda se mantém no campo negativo. Por aqui, o Ibovespainverteu a direção e começou a subir.

sábado, agosto 11, 2012

O maior investimento da história das montadoras no Brasil

São Paulo - Já foi dito que, em determinado momento, a montadora coreana Hyundai crescia tanto nos Estados Unidos que corria risco de ser multada por excesso de velocidade. A frase era usada como contraste à letargia das grandes montadoras de Detroit, cujas vendas patinaram por anos.

Mas o fenômeno Hyundai é qualquer coisa menos uma peculiaridade do mercado americano. Nenhuma montadora cresce tanto no mundo. E, no Brasil, não tem sido lá muito diferente. Nos últimos cinco anos, as vendas da marca no país quintuplicaram, chegando a 115 000 unidades em 2011.
O mercado como um todo cresceu 46% no mesmo período. Em alguns meses, a marca — que já assusta um bocado os concorrentes hoje em dia — vai dar seu mais ousado passo no país. Após investimento de 600 milhões de dólares, até o fim do ano os coreanos vão começar a produzir em sua fábrica na cidade paulista de Piracicaba.
De lá, sairá a primeira família de carros populares da Hyundai, ainda sem nome divulgado.  Segundo a montadora, os novos modelos poderão ser, também, exportados para a América Latina. “Construir uma fábrica no Brasil era questão de tempo”, diz Chang Kyun Han, presidente da Hyundai.
A concorrência, claro, não está assistindo aos movimentos da Hyundai parada. Assim como a coreana, outras cinco montadoras vão injetar 6,5 bilhões de dólares na inauguração de novas linhas de montagem no Brasil até 2014.  
É, de longe, a maior onda de investimentos do setor na história — nos anos 90 as oito montadoras que construíram fábricas por aqui investiram 5,6 bilhões de dólares. Mais da metade desse dinheiro virá de empresas asiáticas, como as chinesas Chery e JAC e as japonesas Nissan e Toyota.
Além disso, outros 4,5 bilhões de dólares serão aplicados na ampliação de fábricas já existentes. “Esse investimento mostra o potencial do mercado brasileiro”, diz Cledorvino Belini, presidente da Fiat e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. “O país está na mira das maiores montadoras do mundo.”
Mudança de patamar
Não é somente pelas cifras envolvidas que essa nova leva de investimentos impressiona. Se forem de fato concretizados, esses projetos podem mudar a cara do setor automotivo brasileiro. Estima-se que as novas fábricas devam despejar no mercado 2 milhões de veículos por ano, aumentando em 40% a produção nacional.

domingo, julho 15, 2012

Novatas abocanham fatia do comércio eletrônico brasileiro

São Paulo - Driblando o atual cenário econômico que pesa sobre o varejo tradicional, o ainda jovem mercado brasileiro de comércio eletrônico tem a seu favor um vasto espaço ainda não preenchido, com perspectiva de mais que dobrar de tamanho até 2020, tendo empresas especializadas e de menor porte como protagonistas.

Pouco mais de uma década após despontar, o varejo online no país vem ganhando impulso, apoiado na combinação de aumento de renda da população e maior número de consumidores com acesso à Internet, que demandam maior oferta de produtos e serviços.
Segundo dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), hoje as vendas via Internet correspondem a apenas 2 por cento do varejo total no país, enquanto em mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos, o nível é de 5 por cento.
"O comércio eletrônico vem crescendo de forma superior ao varejo tradicional e, com a perspectiva de continuar aumentando em cerca de 30 por cento ao ano, é possível dobrar essa participação", disse o professor de marketing do Insper Silvio Laban.
Atualmente, o comércio eletrônico brasileiro é formado por cerca de 40 milhões de consumidores, número que vem avançando, entre outros fatores, pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) -que oferece conexão à Internet de alta velocidade a preços populares-, apontou o vice-presidente da Camara-e.net, Leonardo Palhares.
De acordo com a empresa de pesquisas ExactTarget, 42 por cento dos consumidores brasileiros têm acesso à rede, contra 83 por cento nos EUA e 82 por cento no Reino Unido.

Preço dos veículos tende a cair mais

São Paulo - Apontado como decisivo na desaceleração da inflação em junho - que encerrou o mês com índice de 0,08%, a menor variação em 21 meses -, o preço dos carros novos deve continuar caindo neste mês. A previsão de analistas é de nova baixa de 1,5%, após redução de 5,48% no mês passado, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesse ritmo, os preços de veículos novos devem registrar o quinto ano consecutivo de deflação, prevê o economista da LCA Consultores, Fábio Romão. Desde 2008, os reajustes estão abaixo da inflação. Ele calcula que, até o fim do ano, a queda acumulada ficará em 5,32%. Em 2011, a queda foi de 2,87%. Nos anos anteriores foram de 1,04% (2010), 3,6% (2009) e 2,25% (2008).
De janeiro a junho, o preço do carro zero acumula deflação de 6,7%, mas a previsão para o ano é de porcentual menor em razão do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que vigora de 22 de maio a 31 de agosto.
"Por outro lado, se o benefício for mantido, a queda no ano poderá superar os 5,32% projetados atualmente", diz Romão. Para o IPCA como um todo, a LCA projeta 4,8% no ano. Carros novos têm peso de 3,49% no índice.
O benefício do IPI reduziu a zero a alíquota para modelos nacionais 1.0, que era de 7%. Para aqueles com motor até 2.0, que recolhiam entre 11% e 13%, o imposto caiu à metade. Além disso, as fabricantes dão descontos extras para desovar estoques, que em abril e maio equivaliam a 43 dias de vendas. Com o subsídio, baixaram para 29 dias em junho.
Pesquisa da consultoria Molicar mostra que vários automóveis tiveram preços reduzidos além do repasse do IPI e do desconto de 2,5% acertado com as fabricantes. O maior corte em porcentual até agora foi aplicado no Gol G5 1.6 I-Motion. O preço pedido na sexta-feira, de R$ 32,5 mil, é 18,7% menor que o cobrado às vésperas da mudança do IPI, o que significa uma diferença de R$ 7,5 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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