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terça-feira, julho 03, 2012

Cobiça por Brasil deve acelerar fusões e aquisições no 2º semestre

São Paulo - A cobiça pelo mercado de consumo e por grandes projetos de infraestrutura no Brasil, cuja economia tende a ganhar tração reagindo a estímulos do governo, deve acelerar o mercado de fusões e aquisições envolvendo empresas do país no segundo semestre.

Grandes corporações com caixas polpudos, pressionadas por seus investidores a aplicá-los em ativos de alto crescimento potencial, e investidores de private equity com bilhões em caixa estão sedentos para fechar negócios, que foram adiados devido à crise externa e à frágil atividade doméstica recente.
"Todas essas incertezas dificultam a convergência entre ofertas de compra e de venda", disse o diretor do BBI, braço de banco de investimentos do Bradesco, Renato Ejnisman.
Mesmo com a volatilidade dos mercados, a compra e venda de participações em empresas do Brasil movimentou 44,7 bilhões de dólares, em 417 transações, no primeiro semestre, um aumento de 7,1 por cento ante o mesmo período de 2011, quando foram computados 364 negócios, segundo dados da Thomson Reuters.
Grande parte dessa expansão se deve à correria no final do mês passado para anunciar operações às vésperas da reforma no sistema brasileiro de defesa da concorrência, que passa a incluir a análise prévia de determinadas transações.
"O volume maior foi influenciado pela mudança no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)", disse o co-responsável pela divisão de banco de investimentos do Bank of America Merrill Lynch no país, Roberto Barbuti.
Mas a visão é de que a economia diversificada do Brasil deve voltar a se sobressair entre os investidores sofisticados num cenário de maior estabilidade, disse o chefe de fusões e aquisições do Credit Suisse para Brasil, Fabio Mourão.
Enquanto eles esperam, quem está levando a melhor são os chamados investidores estratégicos, empresas de grande porte que estão menos preocupados com o 'timing' da operação, já que têm grande interesse em ganhos de sinergia de longo prazo.
"Por isso, o investidor estratégico está disposto a pagar mais do que um fundo de private equity", disse Mourão, prevendo que 2012 será mais ativo que o anterior em fusões no país.
Maiores expectativas se dão com setores ligados ao mercado de consumo, de saúde e cuidados pessoais, em meio à leitura de que a ascensão da classe média no Brasil cria oportunidades únicas para grandes empresas globais.
"E é justamente nesses setores onde as maiores companhias globais estão sentadas numa pilha de caixa", disse a diretora-gerente de banco de investimentos do Barclays, Ana Cabral-Gardner. "O ano de 2012 ainda está por vir."
Noutra frente, o setor de infraestrutura é alvo de cobiça, com ênfase nos segmentos elétrico e de transportes.

Acidente de trem em São Paulo


Pelo menos 11 de um total de 76 vagões de uma composição América Latina Logística (ALL) descarrilaram, por volta da 1 hora da madrugada desta sexta-feira, 1°, num trecho da linha férrea que liga o Porto de Santos ao interior paulista, na Estrada Engenheiro Marsilac, nas proximidades do pátio da represa Billings, no extremo sul da capital paulista.
Nove equipes dos bombeiros foram encaminhadas para o local, mas, às 5 horas, apenas uma ainda permanecia na região. Segundo os bombeiros, não houve vítimas. Parte da carga de soja e milho contida nos vagões se espalhou ao lado da linha. Alguns vagões foram parar próximo a residências existentes no entorno. O seguia para o Porto de Santos.
Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da ALL, com o acidente, um dos vagões caiu em um rio. Equipes de manutenção de via, que também pertence à ALL, estão no local para realizar a liberação do trecho, o que deve não deve ocorrer antes das 14h30. Cerca de 20 vagões já foram liberados e seguem viagem. A concessionária informa ainda que, a princípio, não houve danos ambientais.

segunda-feira, julho 02, 2012

Líbia recebe pedido de desculpas e liberta funcionários


ZINTAN, Líbia, 2 Jul (Reuters) - A Líbia libertou nesta segunda-feira quatro funcionários do Tribunal Penal Internacional (TPI) que estavam presos desde o começo de junho por suspeita de espionagem, num caso que representou a maior polêmica diplomática para o governo provisório líbio desde a revolução de 2011.
A advogada australiana Melinda Taylor e a intérprete libanesa Helene Assaf haviam sido presas na localidade de Zintan, acusadas de contrabandear documentos e gravadores para o detento Saif al-Islam, filho do deposto governante Muammar Gaddafi. Dois outros funcionários do TPI, ambos homens, decidiram permanecer com as colegas.
Os quatro foram soltos após um pedido de desculpas do TPI, cujo presidente, Sang-Hyun Song, viajou a Zintan para a libertação, após várias semanas de pressão por parte da corte internacional, do Conselho de Segurança da ONU e do governo australiano.
"Desejo pedir desculpas pelas dificuldades que surgiram em decorrência desta série de eventos. Ao cumprir seus deveres, (o TPI) não tem a intenção de comprometer a segurança nacional da Líbia", disse Song a jornalistas no oeste líbio.
Taylor e Assaf saíram após a entrevista coletiva de uma salinha onde eram mantidas e foram levadas a outra área onde almoçaram. Elas usavam túnicas islâmicas, com os cabelos parcialmente cobertos. Estavam sorridentes, mas pareciam cansadas, e não responderam às perguntas da Reuters.
Os funcionários foram escoltados por embaixadores dos respectivos países até a base aérea de Trípoli, onde embarcaram, rindo, num avião italiano.
Taylor havia sido enviada à Líbia para advogar em nome de Saif al-Islam, cuja extradição o TPI solicita para que responda por crimes de guerra supostamente cometidos durante a revolta de 2011. A Líbia se recusa a extraditar Saif al-Islam, pois prefere julgá-lo no próprio país.

Mercado volta a reduzir expansão do PIB em 2012


São Paulo - A persistente dificuldade da economia brasileira em acelerar levou o mercado a reduzir mais uma vez sua expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), pela oitava semana seguida, mantendo a projeção para a Selic neste ano em 7,50 por cento.
De acordo com relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, o mercado cortou a previsão de crescimento do PIB em 2012 de 2,18 para 2,05 por cento.
Se concretizado, esse resultado continua bem abaixo do já fraco desempenho do ano passado, quando a expansão foi de apenas 2,7 por cento. Além disso, seria o pior resultado desde 2009, quando a economia encolheu 0,33 por cento.
Na semana passada, o BC reduziu sua projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano de 3,5 para 2,5 por cento, devido à recuperação ainda lenta da atividade e ao cenário internacional.
Depois de o PIB ter crescido apenas 0,2 por cento no primeiro trimestre deste ano, comparado com os últimos três meses de 2011, a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff já abandonou a previsão inicial de crescimento de 4,5 por cento da economia para este ano e parte dela fala em algo em torno de 3 por cento.
A indústria é o ponto principal, uma vez que a produção do setor registrou a segunda queda seguida em abril, ao recuar 0,2 por cento frente a março. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na terça-feira os dados sobre a produção industrial de maio.
Para enfrentar essa situação, o governo vem anunciando várias medidas de estímulo e o BC reduziu a Selic em 4 pontos percentuais desde agosto passado, para a mínima recorde de 8,50 por cento ao ano atualmente. E deve realizar ainda mais reduções, como indicado na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Para 2013, as previsões no Focus apontam para um PIB crescendo 4,20 por cento, inalterado ante a semana anterior. Já para a Selic no período, o mercado manteve a previsão de 9,00 por cento anteriormente.
Inflação
O recente movimento de desaceleração da inflação, como mostrado por vários indicadores, abre ainda mais espaço para que o BC continue reduzindo a taxa básica de juros.


sábado, junho 30, 2012

Delta pagou R$ 93 milhões a sete empresas de fachada

São Paulo - A edição de VEJA deste sábado traz novos dados sobre as transações clandestinas da Delta Construções, do empresário Fernando Cavendish. Um relatório recente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda que monitora transações financeiras suspeitas, mostra que sete empresas de fachada receberam, entre janeiro de 2010 e julho de 2011, 93 milhões de reais pagos pela Delta Construções.

Registradas no nome de laranjas, todas as sete empresas foram abertas nos anos eleitorais de 2008 e 2010 e são controladas por um personagem já conhecido, Adir Assad, um empresário de São Paulo que fez carreira no ramo do entretenimento. No início de junho, ao revelar a primeira parte do laranjal da Delta, VEJA mostrou que outras empresas de Assad também registradas em nome de laranjas tinham recebido 50 milhões de reais da Delta. Essa dinheirama não foi usada para abonar serviços de engenharia. Ela saiu do caixa da Delta principalmente para pagar propina a servidores públicos e abastecer caixa dois de campanhas eleitorais. 
Foi a partir da revelação do esquema de Assad que Cavendish começou a falar nos bastidores. Conforme divulgado por VEJA há duas semanas, ele disse a um parlamentar – que repassou o recado a colegas de vários partidos, fermentando a blindagem em curso na CPI – que empresas de fachada eram usadas pela Delta e por outras grandes construtoras do país para girar a roda da corrupção. O empresário repete, desde então, que todas as grandes empreiteiras do país eram clientes da rede de Assad – e com o mesmo propósito de pagar propinas e borrifar campanhas eleitorais.
Esquadrinhar as relações da Delta com o laranjal é cada vez mais fundamental. A CPI tem uma oportunidade ouro de desvendar, finalmente, as relações espúrias, e seculares, entre políticos e financiadores de campanha, prestando assim um grande serviço – esse sim real – ao país.

Petrobras encerra disputa por refinaria nos EUA

São Paulo - A Petrobras vai pagar US$ 820,5 milhões - já contando juros e custos legais - à Astra Oil Trading NV para ficar com os 50% da sócia na refinaria de Pasadena, no Estado norte-americano do Texas. O valor foi definido em acordo que põe fim a uma batalha judicial travada há pelo menos quatro anos entre a companhia brasileira e as empresas do grupo belga Transcor Astra. Com isso, a Petrobras será a única dona do ativo.

De acordo com a estatal, quase todo esse montante já vinha sendo provisionado para pagamento nas demonstrações financeiras da Petrobras, restando um complemento de cerca de US$ 70 milhões, que deve ser reconhecido no resultado da companhia no segundo trimestre deste ano.
A estatal brasileira comprou 50% na refinaria em 2006, por US$ 350 milhões. A Petrobras fechou transação para entrar no setor de refino nos Estados Unidos e, assim, poder processar o óleo exportado do Brasil e também o que viesse a ser produzir em campos localizados no Golfo do México. Depois de confrontos entre as duas acionistas, a Transcor Astra exerceu seu direito de repassar sua participação à Petrobras. A definição do valor a ser pago, porém, foi conflituosa e acabou levando o processo à Justiça, numa disputa que se arrastou por anos.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Petrobras afirma que, com o acordo, as duas companhias se darão "ampla e geral quitação recíproca em relação a todos os processos judiciais em que litigavam". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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