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terça-feira, maio 08, 2012

Levante contra austeridade acorda fantasma da crise e mercados derretem

São Paulo – Não que as coisas tivessem melhorado muito na Europa, mas agora voltaram a piorar. As duas eleições realizadas no continente neste domingo, na Grécia e na França, tiveram o resultado mais adverso possível para os mercados e para o que é entendida como uma solução para a crise da dívida na União Europeia e sobrevivência do euro. Pode ser um novo capítulo da novela "Desunião" Europeia.

As principais bolsas da Europa terminaram esta terça-feira em forte queda. Na França, o CAC 40 encerrou em baixa de 3,05%. O DAX 30 da bolsa de Frankfurt recuou 1,9% e, na Inglaterra, o FTSE 100 caiu 1,7%. Na Espanha, a queda foi de 0,8%. Na Grécia, o índice da bolsa de Atenas despencou 3,6% e chegou ao menor nível em 20 anos. Nos EUA, os mercados também caem. No Brasil, o Ibovespa chegou a perder o nível dos 60 mil pontos e opera em queda próxima a 2%.
“Os resultados das eleições europeias soam um alarme para a integração europeia e, consequentemente, o bem-estar tanto da região quanto da economia global. Esperemos que a inevitável volatilidade de curto prazo seja precursora para um esforço mais decisivo para os principais problemas do continente”, ressaltou em um artigo Mohamed El-Erian, CEO da Pimco, maior gestora de títulos públicos do mundo.
Austeridade
O que está em risco agora e dá calafrios às agências de rating é o uso da austeridade para combater a crise na região. “A lógica dessa política é a de que os cortes aumentam a credibilidade das finanças nacionais, reduzindo os juros de financiamento das dívidas soberanas, e permite a redução dos custos europeus de produção, tornando o continente mais apto a concorrer nos mercados globais”, explica Paulo Silveira, economista da TOV Corretora.
A famosa sintonia da dupla apelidada de “Merkozy”, formada por Angela Merkel, chanceler alemã, e Nicolas Sarkozy, ex-presidente francês, ruiu após domingo. Agora, a principal articuladora da Zona do Euro terá que lidar com o socialista François Hollande. Sarkozy foi empurrado ao hall dos políticos europeus arrancados do poder pelos efeitos da crise financeira e Hollande já deu pistas sobre o que pensa da solução de austeridade encontrada pela antiga dupla.
Logo em seu primeiro discurso, o novo líder disse que o país não está condenado à austeridade. "O dia 6 de maio marca um novo começo para a Europa", destacou. "A consolidação fiscal, embora seja necessária, (deve ser) feita de uma maneira favorável ao crescimento e diferenciada, com o objetivo de conquistar um equilíbrio entre a consolidação fiscal necessária e as preocupações de crescimento", disse Hollande.

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