Funcionários que prestam serviços à Spanair fizeram nesta terça-feira um protesto contra o encerramento das operações companhia aérea em Barcelona. Milhares de trabalhadores têm futuro incerto após a quebra da empresa, que cancelou centenas de voos no final de semana. A companhia aérea, que anunciou na sexta-feira à noite, a suspensão de seus voos, empregava 4 mil pessoas, 2 mil empregos diretos e os demais por meio da Newco, companhia que fazia a operação em terra, além das responsáveis pela limpeza e manutenção. Os funcionários da Spanair foram informados na sexta-feira à noite por e-mail sobre o fim das atividades e que estavam em situação de suspensão temporária. Segundo fontes do sindicato CGT, os trabalhadores receberão neste mês o salário integral e parte proporcional do pagamento extraordinário, informou a direção por carta.Para esta segunda-feira está prevista uma assembleia dos trabalhadores da Spanair em vários aeroportos espanhóis para decidir possíveis mobilizações. Para o dia seguinte estão marcadas reuniões dos trabalhadores da Newco. No domingo, cerca de 30 pessoas protestaram no aeroporto de Santiago de Compostela pelo fim das atividades da Spanair.Outra face da crise são os passageiros com bilhetes comprados, 22.733 só no fim de semana, pelo fim dos voos da Spanair. A companhia aérea, que ainda não contabilizou o número total de passageiros prejudicados, está finalizando um acordo com a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) que permita devolver o dinheiro dos bilhetes adquiridos e não utilizados. A quebra obrigou o cancelamento de 647 voos entre o sábado e a segunda-feira: 158 no sábado, 222 no domingo e 267 na segunda-feira.






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