governo do presidente da França, Nicolas Sarkozy, autorizou o BEA - órgão responsável por investigar as causas de acidentes aéreos no país - a tentar resgatar os corpos das vítimas da tragédia que ocorreu na noite de 31 de maio de 2009, quando o voo 447 da Airbus, que ia do Rio de Janeiro para Paris, caiu no Oceano Atlântico. Os corpos e os destroços da aeronave estão a cerca de 1,1 mil km da costa brasileira. A retomada das operações ocorrerá na próxima sexta-feira.
O chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáticos (Cenipa), brigadeiro Carlos Alberto da Conceição, afirmou nesta terça-feira que a decisão de retomar os resgates dos corpos foi comunicada pela manhã à Aeronáutica. Ele disse que a confirmação foi dada ao coronel Luís Cláudio Lupoli - militar brasileiro que participa das operações de investigação com as autoridades francesas.
O brigadeiro ressaltou que aliada à esperança desse resgate é necessário lembrar que não há dados sobre o estado em que se encontram os corpos das vítimas. "Os corpos estão a cerca de 4 mil m de profundidade e não sabemos ainda das condições técnicas para resgatá-los", afirmou.
Lupoli embarcará ainda hoje para a França para acompanhar o resgate dos destroços do avião. Durante coletiva de imprensa nesta manhã, ele apresentou um panorama de como está sendo realizado o trabalho do BEA. A prioridade nas buscas continua sendo encontrar as caixas-pretas, que podem ajudar a determinar as causas do acidente.
O acidente
O avião da Air France saiu do Rio de Janeiro com 228 pessoas a bordo no dia 31 de maio de 2009, às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília). Às 22h33 (horário de Brasília) o voo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal. Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta.
O avião da Air France saiu do Rio de Janeiro com 228 pessoas a bordo no dia 31 de maio de 2009, às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília). Às 22h33 (horário de Brasília) o voo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal. Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). Depois disso, não houve mais qualquer tipo de contato. Os fragmentos dos destroços foram encontrados cerca de uma semana depois no meio do oceano pelas equipes de busca brasileiras. Mas as caixas-pretas, assim como a maior parte da aeronave, não haviam sido localizadas. Das 228 vítimas, foram resgatados apenas 50 corpos.
Dados preliminares das investigações feitas pelas autoridades francesas revelaram que falhas dos sensores de velocidade da aeronave, conhecidos como sondas Pitot, parecem ter fornecido leituras inconsistentes e podem ter interrompido outros sistemas do avião. As sondas permitem ao piloto controlar a velocidade da aeronave, um elemento crucial para o equilíbrio do voo. Mas investigadores deixaram claro que esse seria apenas um elemento entre outros envolvidos na tragédia. Em julho de 2009, a fabricante anunciou que recomendou às companhias aéreas que trocassem pelo menos dois dos três sensores - até então feitos pela francesa Thales - por equipamentos fabricados pela americana Goodrich. Na época da troca, a Thales não quis se manifestar.






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