Um jornalista morreu e outros três ficaram feridos, um deles gravemente, ao serem atingidos por um morteiro nesta quarta-feira na cidade de Misrata, no oeste da Líbia.
A informação da morte de Tim Hetherington, jornalista da revista americana Vanity Fair, foi confirmada pelo veículo. Jornalista de origem britânica, Hetherington, 41 anos, cobriu inúmeros conflitos ao longo dos seis últimos anos. Ele chegou a ganhar o World Press Photo Award em 2007 por suas fotos de soldados americanos no Afeganistão.
Esse trabalho serviu de base para o documentário Restrepo, que foi nomeado ao Oscar. O jornalista gravemente ferido é o americano Chris Hondros, 41 anos, da agência fotográfica Getty. As identidades dos outros dois feridos serão comunicadas posteriormente.
Os quatro jornalistas se encontravam em grupo na Trípoli Street, a principal via de Misrata, ocupada há quase dois meses pelas tropas do coronel Muammar Kadafi. O combate mais violento entre as tropas leais ao ditador líbio e os rebeldes ocorreu nesta rua.
Um cinegrafista da Al Jazira, Ali Hassan Al Jaber, já havia sido morto e um outro jornalista da rede de televisão ficado ferido no dia 12 de março em uma emboscada perto a Benghazi, bastião da oposição no leste da Líbia.
Este foi o primeiro jornalista de um veículo estrangeiro a ser morto na Líbia desde o início da insurreição contra Kadafi em 15 de fevereiro. Vários jornalistas foram também presos e maltratados pelo regime líbio.
Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.
A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques deFrança, Reino Unido e Estados Unidos.






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