A entrada líquida de dólares no País cresceu no mês passado ao maior volume em quatro anos, com cobertura de posições vendidas por parte dos bancos após medidas do governo. O fluxo cambial em julho ficou positivo em US$ 15,825 bilhões, informou o Banco Central (BC) nesta quarta-feira. É o maior número desde junho de 2007, quando o superávit no movimento de câmbio somou US$ 16,561 bilhões.As compras do BC no mercado à vista permitiram a incorporação de US$ 6,637 bilhões às reservas internacionais em julho. Dessa forma, as reservas terminaram o mês a US$ 346,144 bilhões, nível recorde.A maior parte do fluxo, US$ 11,050 bilhões, esteve concentrada em apenas dois dias: 11 e 27 de julho. Em ambos os casos, o mercado reagia a medidas do governo para reduzir as apostas a favor da valorização do real. No primeiro momento, o ajuste era em relação às exigências mais duras de depósito compulsório sobre as posições vendidas dos bancos no mercado à vista. Em 11 de julho, o fluxo positivo foi de US$ 7,358 bilhões.No segundo caso, o mercado respondia à decisão do governo de taxar operações com derivativos de câmbio que resultem em um aumento de posições líquidas vendidas. O governo tomou essa decisão para tentar frear a forte valorzação cambial, que levou o dólar ao menor patamar desde 1999. Em 27 de julho, segundo o BC, houve o ingresso líquido de US$ 3,692 bilhões no País.Com isso, as posições vendidas dos bancos no mercado à vista de câmbio terminaram o mês passado em US$ 6,302 bilhões, ante US$ 14,696 bilhões em junho. Na semana passada, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 4,955 bilhões. No ano, o superávit cambial é de US$ 55,658 bilhões, muito acima dos US$ 4,075 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.






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