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sexta-feira, abril 08, 2011

Traffic: É bem provável Japão jogar Copa América; Espanha, impossível


Devastado por tsunami e terremoto, além de enfrentar um acidente nuclear, o Japão adiou suas competições esportivas e, segunda-feira (4), cogitou desistir da participação na Copa América de 2011, em julho, na Argentina. Os organizadores do torneio deram um prazo de 10 dias para os campeões asiáticos se decidirem. Uma das principais interessadas na presença nipônica, a Traffic, proprietária dos direitos de transmissão das partidas, declara otimismo.
- Acho bem provável. É nítido que eles querem jogar e estão fazendo um esforço - avalia para Terra Magazine o presidente da área internacional da empresa, o alemão Johan Losch.
Campeã mundial e europeia, a seleção espanhola prometeu para o dia 13 uma resposta sobre a possibilidade de disputar o mais antigo torneio de seleções nacionais.
- Já ouvi do Eduardo Deluca, secretário-geral da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), que não houve convite. Acho impossível a Espanha jogar. Primeiro, duvido que houve convite. E, segundo, acho difícil Xavi, Iniesta e Villa quererem jogar uma Copa América nas férias deles - opinou Losch.
Prejuízos financeiros
O site do Diário Olé, da Argentina, reproduziu, quarta-feira (6), declaração atribuída a Deluca: "Se (o Japão) não vem, isso traria junto um prejuízo econômico para todas as partes e um grande problema para a empresa que se encarrega do televisionamento e para a organização".
Losch, entretanto, minimiza o interesse. "Não diria que é uma coisa extremamente importante que seja justamente o Japão. Mas, como a gente fez todo o trabalho em cima deles e existe uma ligação forte entre Japão e Brasil, com muita amizade, já jogou a Copa América de 99 e fez uma boa campanha na Copa (do Mundo de 2010), é um nome bom, achamos que, para nós, seria claramente atrativo e mais interessante o Japão jogar", comentou.
Em relação aos acordos comerciais, o executivo da Traffic não demonstra preocupação. "Talvez vá ter discussões sobre um ajuste aqui e ali, mas os contratos estão fechados, estão válidos", analisou, sem confirmar que esses "ajustes" sejam reduções dos valores. "Isso é totalmente hipotético. Mas, para falar a verdade, não pensamos um segundo nisso porque estamos assumindo que o Japão jogue", esquivou-se.
A troca de participante, porém, acarreta adaptações de algumas cifras. "Lógico que isso tem um impacto, mas não tão forte porque, se o Japão não jogar, vai jogar outro e a gente vai comercializar isso. Ou seja, não é o impacto principal. Mais forte é o impacto logístico e de organização".
Com o mercado asiático, ele não crê em prejuízos. "Imagina. O impacto é só no mercado do Japão. A China ou a Indonésia não estão nem aí se é Japão ou Costa Rica. Você, como brasileiro, se tem Holanda ou Paraguai na TV, não prefere o Paraguai", exemplificou.
Sem plano B
Johan Losch garantiu que os organizadores não se prepararam para uma segunda opção. "Não existe plano B", assegurou, além de negar que a seleção japonesa já tivesse desistido. "Nunca esteve fora. Foram notícias totalmente erradas. Existiu a hipótese de que eles sairiam, mas a gente discutiu e agora acredito que quem vai jogar é o Japão".
A Costa Rica desponta como favorita a ocupar uma eventual vaga nipônica. Embora tenha jogado o Mundial de 2010, Honduras não recebeu convite.
Há pressa por uma resolução. "A gente deu este prazo de 10 dias porque falta pouco tempo para a Copa América começar. Isso envolve muitas questões de organização e logística. E, por causa disso, a gente precisa de uma solução definitiva o mais rápido possível", disse Losch.
O Japão está no grupo A, junto com a dona da casa Argentina, Colômbia e Bolívia. No B, estão Brasil, Venezuela, Equador e Paraguai. No C, Uruguai, México, Chile e Peru.

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