A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta quarta-feira (26), seguindo as bolsas dos Estados Unidos o otimismo gerado pelas notícias vindas da Europa com a cúpula de líderes da região sobre a crise da dívida. O Ibovespa subiu 1,52%, a 57.143 pontos. O volume financeiro do pregão foi de R$ 5,98 bilhões.
Na semana, o principal indicador do mercado acionário brasileiro sobe 3,42%. No mês, a valorização chega a 9,21%. No ano, contudo, o Ibovespa ainda recua 17,55%.
Na Europa, o esboço de um comunicado informava que a zona do euro planeja alavancar o fundo de resgate da região (EFSF, na sigla em inglês) de 440 bilhões de euros, em "várias vezes", mas ministros das Finanças fecharão os detalhes de como isso ocorrerá somente em novembro.
Para o economista André Perfeito, da Gradual Corretora, as altas ocorridas nos últimos pregões indicam uma recuperação para a bolsa brasileira. "Entramos em um momento que, se não há um rali de fim de ano, há pelo menos uma ideia de que 2012 vai andar", afirmou.
Ele considerou também que o mercado já se conscientizou de que uma solução para a crise europeia não virá de forma rápida e passou a olhar também outros dados.
"O conjunto de notícias negativas já está no preço. A Europa é um fator importante, mas também não tem solução mágica. Os resultados nos EUA estão vindo excepcionais, então, não dá para ficar vendido", disse.
Para os próximos pregões, Perfeito lembrou que a alta acumulada de outubro abre a possibilidade para uma realização. "Mas amanhã (quinta-feira) a agenda econômica parece positiva", afirmou, lembrando da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano.
No mercado interno, as ações preferenciais da Vale puxaram a alta do Ibovespa, subindo 2,49%, a R$ 40,73, antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre, ainda nesta quarta-feira.
O papel da Cemig teve a maior alta do índice, de 4,67%, a R$ 28, após anunciar, juntamente com a Light , que fechou a compra de uma participação de 9,77% na Norte Energia, responsável pela usina hidrelétrica de Belo Monte (PA), por R$ 118,7 milhões.
Também influenciou na alta a ação da TAM, que subiu 3,42%, a R$ 32,94. A LAN afirmou que a PAL concordou em retirar todas as objeções na Suprema Corte chilena ao acordo de união entre LAN e TAM, com pagamento prévio de US$ 5 milhões.






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