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quinta-feira, novembro 03, 2011

Longe do G20, manifestantes "lutam" kung fu com policiais

Em meio ao encontro dos principais líderes mundiais na vizinha Cannes, manifestantes continuaram protestos contra o sistema financeiro em Nice nesta quinta-feira. Impedidos de se aproximarem dos líderes da cúpula, um grupo de manifestantes bem humorados fez uma "demonstração" de kung-fu em frente a policiais.
Desde segunda-feira, Nice recebe protestos, no entanto, um forte esquema de segurança mantém os manifestantes longe dos líderes mundiais, que se reúnem em Cannes, a cerca de 30 km de Nice. Uma força policial extra de cerca de 2,5 mil oficiais foi destacada para lidar apenas com os manifestantes. Nesta quinta-feira, um grupo promete se deslocar para o principado de Mônaco com objetivo de celebrar a promessa de acabar com os paraísos fiscais, anunciada no encontro do G20 em Londres.
Os líderes do G20 (grupo que reúne os países ricos e os principais emergentes) deram início nesta quinta-feira em Cannes (França) a 6ª cúpula decididos a adotar medidas para reativar o crescimento mundial e enfrentar a crise da União Europeia. Anfitrião da cúpula, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu um por um os líderes mundiais na chegada ao Palácio dos Festivais, antes de iniciar o almoço de trabalho para analisar a situação econômica mundial.
O G20 é formado pelos países do Grupo dos Oito (G8, EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França mais a Rússia), somado a Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia, e a União Europeia. Espanha participa como convidado permanente, pois assistiu a todas as reuniões. Nesta edição também há outros convidados especiais, como Guiné Equatorial e Etiópia.
Como na cúpula de Washington, há três anos, quando o G20 funcionou como principal fórum de discussão econômica mundial, o mundo enfrenta grandes desafios, principalmente o arrefecimento econômico, que afeta especialmente os países desenvolvidos, agravando os desequilíbrios com os emergentes. Espera-se que desta cúpula saia um compromisso dos países emergentes, que crescem com muita força, para ajudar as economias mais desenvolvidas.
Para isso, devem pedir que deixem de tomar medidas para frear a valorização de suas moedas e que fomentem o consumo interno, ao invés de apoiar seu crescimento nas exportações. Isso permitiria reduzir os desequilíbrios comerciais existentes no mundo, e que fazem com que os países emergentes acumulem fortes superávits em conta corrente, frente ao déficit crescente dos desenvolvidos. A crise de confiança que vive a Europa será outro tema do G20, embora se desconheça em que termos haverá referência a esse ponto no comunicado final de sexta-feira.

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