Em meio ao encontro dos principais líderes mundiais na vizinha Cannes, manifestantes continuaram protestos contra o sistema financeiro em Nice nesta quinta-feira. Impedidos de se aproximarem dos líderes da cúpula, um grupo de manifestantes bem humorados fez uma "demonstração" de kung-fu em frente a policiais.
Desde segunda-feira, Nice recebe protestos, no entanto, um forte esquema de segurança mantém os manifestantes longe dos líderes mundiais, que se reúnem em Cannes, a cerca de 30 km de Nice. Uma força policial extra de cerca de 2,5 mil oficiais foi destacada para lidar apenas com os manifestantes. Nesta quinta-feira, um grupo promete se deslocar para o principado de Mônaco com objetivo de celebrar a promessa de acabar com os paraísos fiscais, anunciada no encontro do G20 em Londres.Os líderes do G20 (grupo que reúne os países ricos e os principais emergentes) deram início nesta quinta-feira em Cannes (França) a 6ª cúpula decididos a adotar medidas para reativar o crescimento mundial e enfrentar a crise da União Europeia. Anfitrião da cúpula, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu um por um os líderes mundiais na chegada ao Palácio dos Festivais, antes de iniciar o almoço de trabalho para analisar a situação econômica mundial.O G20 é formado pelos países do Grupo dos Oito (G8, EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França mais a Rússia), somado a Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia, e a União Europeia. Espanha participa como convidado permanente, pois assistiu a todas as reuniões. Nesta edição também há outros convidados especiais, como Guiné Equatorial e Etiópia.Como na cúpula de Washington, há três anos, quando o G20 funcionou como principal fórum de discussão econômica mundial, o mundo enfrenta grandes desafios, principalmente o arrefecimento econômico, que afeta especialmente os países desenvolvidos, agravando os desequilíbrios com os emergentes. Espera-se que desta cúpula saia um compromisso dos países emergentes, que crescem com muita força, para ajudar as economias mais desenvolvidas.Para isso, devem pedir que deixem de tomar medidas para frear a valorização de suas moedas e que fomentem o consumo interno, ao invés de apoiar seu crescimento nas exportações. Isso permitiria reduzir os desequilíbrios comerciais existentes no mundo, e que fazem com que os países emergentes acumulem fortes superávits em conta corrente, frente ao déficit crescente dos desenvolvidos. A crise de confiança que vive a Europa será outro tema do G20, embora se desconheça em que termos haverá referência a esse ponto no comunicado final de sexta-feira.





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