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quinta-feira, março 15, 2012

Chevron identifica novo vazamento no Campo do Frade


A petroleira Chevron, responsável pelo vazamento de 2.400 barris de óleo na Bacia de Campos em novembro do ano passado, pediu autorização à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para suspender temporariamente a exploração no Campo de Frade – o mesmo onde houve o desastre. O motivo, informaram representantes da empresa em uma coletiva na tarde desta quinta-feira, foi a descoberta de um novo “afloramento de óleo” no campo e um rebaixamento do terreno em uma área próxima. A suspensão das atividades, segundo explicou a empresa, é por precaução.

A Chevron também comunicou que identificou, no Campo de Frade, um rebaixamento do terreno em uma área próxima ao poço. A companhia tem 51,74% de participação no campo, onde a produção total é de 61.500 barris por dia.

O novo vazamento foi identificado no dia 4 de março. Funcionários da empresa avistaram bolhas escuras de óleo, que não chegaram, segundo a empresa, a formar uma mancha. No dia 13, foi identificada uma fissura de 800 metros de extensão, mas de largura milimétrica. No local onde foi encontrada a fissura, não havia, no momento, injeção de material nem perfuração - a empresa estava proibida de perfurar no Brasil.
"O Frade é um campo relativamente complexo. Temos que ter prudência e cuidado, precaução para parar, analisar, aprender e colocar esses dados no plano de operação", afirmou, durante a coletiva, Rafael Jaen Willianson, diretor de assuntos corporativos da Chevron. Para a empresa, segundo Willianson, não há relação com o acidente de novembro. As causas do problema de agora, no entanto, ainda serão investigadas.
A empresa emitiu uma nota em que afirma estar investigando as causas do afloramento de óleo. "A Chevron Brasil identificou durante o monitoramento do Campo Frade pequena mancha e uma nova fonte de afloramento", diz a nota. "Dispositivos de contenção foram imediatamente instalados para coletar gotas, pouco frequentes. Hoje, algumas pequenas bolhas foram vistas na superfície. A Chevron Brasil está investigando a ocorrência".
No momento em que a empresa conduzia uma entrevista coletiva, a ANP divulgou um comunicado informando que a empresa foi autuada. Diz a nota: "A ANP autou a Chevron ontem (14/3) por não atender notificação da Agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novas exsudações na área. A Agência está acompanhando o vazamento desde o dia do incidente, 7 de novembro de 2011. Ontem (14/3) técnicos da ANP estiveram no Centro de Comando de Crise da Chevron e determinaram a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento identificado pela empresa."

Chevron foi multada pelo Ibama em 50 milhões de reais pelo vazamento de novembro do ano passado e, depois, em mais 10 milhões de reais pela ausência de um plano de contigências para enfrentar acidentes. A mancha de óleo espalhou-se pelo mar, a cerca de 120 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro. A empresa também recebeu uma série de autuações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Na última quarta-feira, a ANP informou ter concluído as investigações sobre o vazamento. A agência decidiu manter a proibição à Chevron para a perfuração de novos poços na região, alegando não estar convencida da falta de riscos de operação.

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