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sábado, março 10, 2012

Fundos para pequeno investidor rendem abaixo da inflação

O início do ano não tem sido bom para o pequeno investidor. Aqueles que optaram por alguns fundos de investimento de grandes bancos viram a rentabilidade de suas aplicações serem vencidas pela inflação. Na raiz deste problema está uma combinação de altas taxas de administração – porcentagem cobrada pelo administrador para gerir o fundo – com o cenário desfavorável da economia brasileira.
Segundo levantamento feito pelo site de VEJA entre os seis maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú e Santander), cinco das 40 aplicações com valor mínimo inicial inferior a 5 mil reais tiveram rentabilidade abaixo do dado oficial de inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Quando descontado o Imposto de Renda (IR) do ganho da aplicação – algo que só ocorre quando há saque do valor investido –, o número de fundos que inspiram atenção dos investidores sobe para 23.
Infográfico: Confira a rentabilidade dos fundos para o pequeno investidor em 2012
Em outras palavras, a baixa rentabilidade do dinheiro aplicado em mais da metade desses fundos significa que a pessoa, se considerar a inflação, perde poder de compra quando sacar o que investiu. “O pequeno investidor não está nem empatando com a inflação”, afirma o professor e educador financeiro do Instituto Nacional de Investidores (INI) Mauro Calil. “As pessoas têm perdido dinheiro. É quase a mesma coisa que deixar o dinheiro embaixo do colchão”, lamenta.
O problema atinge milhares de poupadores no país. Segundo a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, as famílias brasileiras gastam quase tudo o que ganham (92%) com despesas do dia-a-dia, como alimentação, transporte, etc. Sobra para a formação de poupança, em média, 5,8% do rendimento. A realidade do brasileiro, portanto, é chegar o fim do mês com poucos recursos para aplicar.
Os especialistas alertam para o fato de que, no ano passado, já houve perda real líquida em alguns fundos para esse público – sobretudo entre os que cobram taxas mais 'salgadas'. O cenário para este ano também não dá margem à tranqüilidade.
Calil aconselha aos pequenos investidores procurar fundos com taxas de administração reduzidas. Às vezes, a mesma instituição pode oferecer outros produtos com valores menores e igual valor inicial de aplicação. “As pessoas têm alternativas. Mas minha avaliação é que esses fundos de renda fixa deveriam ter, no máximo, 1% ao ano de taxa de administração”, critica.
Fonte: Veja acessado em 10/03/2012 as 11:39


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