A oposição síria rejeitou o pedido de diálogo com o regime do enviado da ONU e da Liga Árabe ao país, Kofi Annan, informou nesta sexta-feira a rede britânica BBC. O líder oposicionista Burhan Ghalioun disse que o pedido era "decepcionante" enquanto os sírios são "massacrados todos os dias".
Annan, que deve chegar à Síria no sábado, disse que a solução para a crise seria um "acordo político" e que qualquer militarização dos opositores "pioraria a situação". "Esse tipo de comentário é decepcionante e não dá muita esperança ao povo na Síria, que é massacrado todos os dias. Parece que estamos assistindo ao mesmo filme repetidamente", disse Ghalioun à agência Associated Press.
Enquanto isso, ao menos 16 pessoas morreram em diferentes pontos da Síria pela repressão das forças do regime de Bashar Assad em uma nova sexta-feira de protestos, informaram os opositores Comitês de Coordenação Local. Segundo a organização, nove pessoas morreram na província central de Homs; três na de Hama (centro); duas em Idleb (norte); uma em Damasco e outra em Aleppo, a segunda maior cidade do país. A Comissão Geral da Revolução Síria detalhou que a maioria dos mortos em Homs foram atingidos por disparos e bombardeios.
Ofensiva - Em Idleb, o Exército sírio iniciou o cerco a quatro cidades da província no noroeste do país, onde aumentam os temores de uma grande ofensiva como a de Homs, informou o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). "As forças militares tomaram as cidades de Shaghurit, Al Lakh, Hamimat e As Sahn, na província de Idleb, e iniciaram uma campanha de prisões nestas cidades e na zonas agrícolas para perseguir desertores, afirma a ONG em um comunicado.
Há vários dias, os militantes opositores temem uma eventual operação como a de Baba Amr, o bairro de Homs tomado pelo Exército em 1º de março. "Tememos uma operação de grande envergadura como em Baba Amr e não apenas um cerco normal", disse Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH.






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