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quarta-feira, maio 02, 2012

Juros caem com expectativa de mudança na poupança

São Paulo - A expectativa de que o governo anuncie a qualquer momento mudanças na remuneração da caderneta de poupança fizeram as taxas dos contratos futuros de juros desabarem em toda a curva a termo nesta quarta-feira. A pressão do governo sobre os juros, intensificada em discurso feito pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira, elevou as apostas de que a Selic, atualmente em 9,00% ao ano, cairá ainda mais em 2012 - a despeito dos temores do mercado com a inflação projetada para o ano que vem. A queda das taxas dos DIs hoje revelam certa unanimidade entre os operadores de que a Selic deve recuar 0,50 ponto porcentual na próxima reunião do Copom, no fim de maio. Além disso, a curva já indica a possibilidade, ainda que pequena, de uma redução adicional de 0,25 ponto no encontro seguinte.

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2013 (372.925 contratos) marcava 8,15%, de 8,29% no ajuste de segunda-feira. Já o DI para janeiro de 2014 (559.455 contratos) tinha taxa de 8,54%, na mínima, de 8,76% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, a taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2017 (61.900 contratos) estava em 9,87%, na mínima, ante 10,06% do ajuste. Já o DI para janeiro de 2021 (5.475 contratos) marcava 10,45%, também na mínima do dia, ante ajuste de 10,64%.
Na noite de segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff atacou, em rede nacional, os juros cobrados no Brasil. "É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com os juros mais altos do mundo", afirmou, durante pronunciamento em comemoração ao Dia do Trabalho. "A Caixa e o Banco do Brasil escolheram o caminho do bom exemplo e da saudável concorrência de mercado, provando que é possível baixar os juros cobrados dos seus clientes em empréstimos, cartões, cheque especial, inclusive no crédito consignado", acrescentou.
A fala de Dilma contra os juros somou-se às articulações em Brasília para mudanças na caderneta de poupança. Um encontro do Conselho Político, que estava marcado para esta quarta-feira, foi adiado para quinta, em meio a especulações de que o governo pode aproveitar a ocasião para expor o que pretende fazer na poupança. Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se com Dilma, por volta das 11 horas, e o encontro se prolongou pela tarde, até as 16h30, sem desdobramentos conhecidos.
Neste cenário, as taxas dos DIs recuaram ao longo de toda a sessão. "Está todo mundo esperando a mudança na poupança, porque isso é um fator determinante na dinâmica dos juros. E sabe-se que existe uma disposição muito grande do governo Dilma de baixar os juros", afirmou Flávio Serrano, economista-sênior do Besi Brasil. "Nós achamos que a Selic fecha 2012 em 8,5%, mas se o governo mexer na poupança, a taxa básica pode chegar a 8%."
Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) em abril foi de 0,52%, ante a taxa de 0,60% de março. Além disso, a FGV projetou um IPC-S de 0,30% em maio, indicando a continuidade da desaceleração. Apesar disso, o mercado segue preocupado com a inflação projetada para 2013 - ainda mais em um cenário de Selic menor.

Dow Jones e S&P 500 recuam por dados sobre emprego


Nova York - Os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em baixa nesta quarta-feira sob influência de dados que mostraram que o número de contratações no setor privado em abril nos Estados Unidos foi menor do que o esperado.
Com isso, aumentam os temores de que os aguardados relatórios sobre folhas de pagamento a serem divulgados na sexta-feira indiquem que a recuperação econômica do país não está conseguindo manter um bom ritmo.
Segundo dados preliminares, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,08 por cento, para 13.268 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,25 por cento, para 1.402 pontos. E o termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,31 por cento, para 3.059 pontos.

Sem atuação do BC, dólar fecha no maior valor desde 2009

São Paulo - O dólar fechou em alta ante o real pela quinta sessão seguida nesta quarta-feira, após subir mais de 1 por cento ao longo do dia, mesmo sem a atuação do Banco Central, que não atua no mercado há dois pregões. Operadores, no entanto, acreditam que é cedo para afirmar que o BC não deve atuar com a moeda acima de 1,90 real.

O dólar encerrou a sessão com avanço de 0,93 por cento, negociado a 1,9247 real na venda, a maior cotação desde o término do pregão do dia 17 de julho de 2009, quando ficou em 1,9280 na venda.
Ajudaram na alta do dólar nesta quarta-feira o cenário externo mais negativo e um possível fluxo de saída da divisa norte-americana do país, ainda segundo operadores.
Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre 1,9070 real e 1,9303 real -quando chegou a registrar alta de 1,22 por cento.
Na segunda-feira, o dólar já obteve forte alta, de 1,08 por cento, a 1,9070 na venda, ultrapassando a barreira de 1,90 real, que não atingia desde setembro passado.
"Fala-se no piso de 1,90 real e antes se falava em 1,80 real. Agora pode ser até 2 reais. Acho que ainda é prematuro falar de um novo nível de atuação do BC e sobre qual patamar ele quer a moeda", disse um operador de câmbio que prefere não ser identificado.
Essa fonte diz acreditar que o mercado ainda está em dúvida sobre quando o Banco Central deve voltar a intervir no mercado e em que patamar.
Abril foi marcado por uma forte atuação do BC, que chegou a fazer dois leilões de compra de dólares no mercado à vista por sessão. Com essa atuação, o dólar encerrou o mês com uma valorização acumulada de 4,42 por cento ante o real.
Na última segunda-feira, no entanto, já com a divisa norte-americana em alta, o BC optou por não atuar no mercado.
O operador ouvido pela Reuters ainda destacou que, no início do mês, o mercado também costuma registrar um baixo volume de operações, e um fluxo de saída de dólares pode facilmente ter puxado a moeda para cima. "Sazonalmente, no início do mês as apostas não são tão grandes", avaliou.
"Houve um movimento de alta lá fora, que acompanhamos principalmente pela manhã, mas à tarde a tendência dos mercados ficou mista. Acredito que a alta aqui foi mais pontual, com algum fluxo de saída (de dólares)", afirmou o operador.
No mercado doméstico foi divulgado nesta quarta-feira o fluxo cambial -entrada e saída de moeda estrangeira no país-, que ficou positivo em 5,803 bilhões de dólares em abril, até o dia 27, segundo informou o BC.
O forte movimento no mês passado, puxado pela balança comercial, coincidiu com essa atuação mais intensa do BC no mercado, que comprou mais dólares do que os que entraram no período, incorporando às reservas internacionais, por meio de leilões de compra de dólares no mercado à vista, 7,223 bilhões de dólares até o dia 27 de abril.
Para o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno, aparentemente não houve motivo específico para que o dólar acelerasse ganhos ante o real nesta quarta-feira, embora afirme acreditar também que, no geral, a moeda acompanhou o movimento visto no exterior.
Às 17h14 (horário de Brasília), o dólar tinha alta de 0,35 por cento ante uma cesta de moedas, após a divulgação de indicadores fracos nos Estados Unidos e na zona do euro.
Entre os números anunciados estão o de desemprego na zona do euro, que subiu para 10,9 por cento em março, mantendo o recorde de alta de 15 anos atrás.
Já nos EUA foi liberado relatório dando conta de que as novas encomendas de bens às indústrias do país registraram em março sua maior queda em três anos.


Merval e IPSA caem; IPC sobe

O índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, fechou nesta quarta-feira em queda de 1,32%, aos 2.241,71 pontos, em um dia em que as ações da YPF fecharam com uma alta de 2,76% depois que a Câmara dos Deputados argentina iniciou o debate sobre a desapropriação da empresa do grupo espanhol Repsol.

O Índice Geral da Bolsa, por sua vez, caiu 1,37%, para 135.324,39 pontos, enquanto o Merval 25 retrocedeu 1,25%, para 2.279,03.
O giro financeiro do pregão foi de 31,8 milhões de pesos (US$ 7,2 milhões), com 19 papéis em alta, 38 em baixa e 13 estáveis.
Entre as maiores altas, além da YPF, estão os papéis da Petrobras Argentina (1,67%) e da Petrobras (0,79%). Já as maiores baixas foram das ações de Edenor (-7,41%), Telecom Argentina (-6,19%) e Molinos (-4%).
No mercado de câmbio, o dólar subiu um centavo para 4,39 pesos para compra e 4,44 pesos para venda.
O índice IPSA da Bolsa de Valores de Santiago do Chile fechou nesta quarta-feira em baixa de 0,68%, aos 4.554,39 pontos. Já o índice geral da bolsa chilena, o IGPA, recuou 0,48% e terminou o pregão aos 21.820,50 pontos. O giro financeiro foi de 73,613 bilhões de pesos (US$ 152,09 milhões), em 6.822 operações.

O Índice de Preços e Cotações (IPC) da Bolsa Mexicana de Valores (BMV) fechou nesta quarta-feira em alta de 0,35%, aos 39.597,42 pontos. O giro financeiro foi de 9,215 bilhões de pesos (US$ 708 milhões).

Lucro líquido da Ultrapar soma R$ 191 mi no primeiro tri

Rio de Janeiro - A Ultrapar registrou lucro líquido de 191 milhões de reais no primeiro trimestre, queda de 1 por cento ante o mesmo período do ano anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2011 foi registrado recuo de 13 por cento.

Segundo a companhia o resultado se deu "principalmente em função de maiores custos e despesas com depreciação e amortização no primeiro trimestre de 2012, decorrentes dos maiores investimentos realizados, principalmente na Ipiranga, e ainda em processo de maturação". A queda em relação ao quarto trimestre se deu em função do efeito sazonal sobre os efeitos da Ultrapar, informou a empresa.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou 502 milhões de reais entre janeiro e março, alta de 7 por cento sobre o primeiro trimestre de 2011 e queda de 1 por cento ante o trimestre imediatamente anterior.
A receita líquida da companhia foi de 12,4 bilhões de reais, alta de 15 por cento em relação ao mesmo período de 2011. Já em relação ao quatro trimestre houve queda de 3 por cento.

Dado ruim de GM e Ford afeta venda de carros nos EUA

Nova York - Os dados ruins das vendas da General Motors e da Ford foram os principais condutores da queda de 16% nas vendas de automóveis em abril nos Estados Unidos, em relação a março, indicou uma pesquisa da Autodata.

O levantamento do mercado norte-americano de automóveis, feito pela pesquisadora Autodata e divulgado na terça-feira, mostrou que as vendas de automóveis novos no país alcançaram 1,18 milhão de unidades no mês passado. O dado representa um aumento de 2,3% em relação ao mesmo mês de 2011, mas uma queda de 16% na comparação com março.
Segundo dados apresentados pela GM, o resultado em abril foi afetado por uma queda acentuada nas vendas para frotistas, especialmente para locadoras de automóveis. As vendas da GM caíram 8,2% em abril, para 213.387 novas unidades de automóveis e caminhões leves.
A Ford, por sua vez, informou um bom mês nas vendas para frotistas, embora o desempenho ruim de veículos leves tenha ocasionado uma queda de 5,1% nas vendas do mês passado, para 179.658 unidades.
Os números da GM e da Ford foram equilibrados pelas boas vendas da Chrysler e da Toyota. Recuperando-se dos problemas causados pelo terremoto seguido de tsunami em março do ano passado no Japão, a Toyota viu suas vendas nos EUA crescerem 11,6%, para 178.044 unidades. As vendas da Chrysler cresceram 20% em abril, para 141.165, incluídos veículos da Fiat, que é sua proprietária.
A Honda e Nissan, em contrapartida, registraram queda de 2,2% e 0,9% em suas vendas, respectivamente. A Honda vendeu 122.012 unidades nos EUA, enquanto a Nissan comercializou 71.329 carros.
A Volkswagen teve alta acentuada de suas vendas nos EUA em abril - 31,5% -, mas o total de automóveis vendidos pela montadora alemã no país - 37.525 unidades - a posiciona como a sétima força no mercado local, à frente apenas das fabricantes de carros de luxo.
Entre as principais montadoras de automóveis de luxo, as vendas da Mercedes cresceram 23,8%, para 22.336 unidades, as da BMW aumentaram 12%, para 21.062 unidades, e as da Audi subiram 15%, para 11.521 unidades. As informações são da Dow Jones.

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