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quarta-feira, maio 02, 2012

STJ nega pedido de prisão de Agnelo Queiroz

São Paulo - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou nesta quarta o pedido de prisão preventiva contra Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal. O pedido foi solicitado pela deputada distrital Celina Leão (PSD) no inquérito que apura fraudes no Ministério dos Esportes e foi rejeitado por unanimidade pela Corte Especial.

"Os indícios de autoria e materialidade colhidos ainda não são suficientes para fundamentar o decreto de prisão preventiva, considerando a fase atual das investigações", afirmou o ministro Cesar Asfor Rocha, relator do processo, em seu voto. Asfor Rocha acolheu parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
O pedido da deputada se apoiou em notícias divulgadas pela imprensa que, para a Corte, não foram suficientes para motivar a prisão. Os ministros Gilson Dipp, Arnaldo Esteves Lima e Maria Thereza de Assis Moura rejeitaram a prisão porque a deputada "não teria legitimidade para apresentar esse tipo de pedido".

Brasil pode participar de operação para libertar jornalista

Bogotá - O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse nesta quarta-feira em Bogotá que, caso se confirme que o jornalista francês Roméo Langlois está em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo da Colômbia pedir, o Brasil estaria disposto a participar de uma missão humanitária para libertá-lo.

''Seria preciso saber se está sequestrado ou não, e o Brasil, como em outras ocasiões, se o governo colombiano assim requisitar, estaria disposto a participar de uma operação humanitária'', afirmou Amorim ao término de uma reunião com seu colega colombiano, Juan Carlos Pinzón.
O ministro colombiano reconheceu que ''há indícios'' que Langlois possa estar em poder das Farc desde sábado, 28 de abril, quando desapareceu durante um combate entre policiais e militares com guerrilheiros no departamento de Caquetá.
''Se é assim, se as Farc realmente o têm em seu poder, estariam atentando contra a liberdade de imprensa, contra um jornalista, contra um civil e contra todas as normas do Direito Internacional Humanitário'', declarou Pinzón.
Os dois ministros da Defesa se expressaram assim um dia depois que uma mulher, que disse ser guerrilheira, comunicou a jornalistas na área do suposto sequestro que as Farc mantêm o jornalista francês como ''prisioneiro de guerra''.
O ministro colombiano ressaltou também que as Farc estariam descumprindo seu compromisso de ''não sequestrar'', como anunciaram há alguns meses quando tornaram pública sua promessa de libertar todos os sequestrados que então tinham em seu poder.
O governo brasileiro emprestou em abril os helicópteros e as tripulações que participaram da operação de libertação dos dez últimos policiais e militares que as Farc mantinham sequestrados.
Quanto a Langlois não se sabe de seu paradeiro desde a noite de sábado, quando foi visto no meio do fogo cruzado entre guerrilheiros e forças de segurança que estavam realizando uma operação antidrogas na aldeia de Unión Peneya.
O jornalista havia viajado com os militares e os policiais para documentar a operação para o canal de televisão ''France 24'', para o qual trabalha na Colômbia.
Nesses combates pelo menos um policial e três soldados morreram, enquanto Langlois desapareceu e aparentemente está ferido de bala em um ombro, segundo a suposta guerrilheira.
Os ministros da Defesa da Colômbia e do Brasil se reuniram hoje em Bogotá às vésperas de uma reunião da União de Nações Sul-Americana (Unasul) em Cartagena para examinar assuntos da agenda bilateral e regional em matéria de segurança, cooperação militar e integração.
Tanto o Brasil como a Colômbia defendem a criação de uma instância de luta contra o crime organizado transnacional no âmbito da Unasul, um dos temas em debate a partir de amanhã em Cartagena. 

Irã espera o fim das sanções após reunião com o 5+1

Teerã - O Irã espera o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos e União Europeia no próximo dia 23 de maio, em Bagdá, durante reunião do Grupo 5+1 para tratar da questão nuclear iraniana, segundo afirmou o deputado e assessor do aiatolá Ali Khamenei, Gholam Ali Haddad Adel.

''Nossas expectativas mínimas são que se anulem as sanções'', disse, se referindo as restrições financeiras e petrolíferas. As medidas provocam graves problemas de transferência no sistema bancário e na disponibilidade de divisas circulantes, além de dificuldades para extração e exportação de petróleo e gás.
As conversas para o fim das restrições começaram no último dia 14 de abri, em Istambul, em uma rodada de negociações do 5+1. ''Que as negociações de Bagdá sejam complementares as de Istambul''.
Os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha têm cobrado que o Irã facilite as inspeções internacionais em suas instalações supostamente relacionadas com o programa nuclear, além de paralisação no enriquecimento de urânio.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, disse esperar que a reunião entre Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que acontecerá em meados de maio, em Viena, facilite uma maior cooperação com as potências do Grupo 5 +1.
Na reunião de Istambul, o Irã teria se mostrado disposto a parar o enriquecimento de urânio a 20%, considerando que já tem o suficiente para suas necessidades. Esse material seria para uso médico e não para a fabricação de bombas, que precisam ser enriquecidos a 90%.
Israel e Estados Unidos já ameaçaram o Irã com ataques para frear seu programa nuclear, e receberam como resposta a ameaça de um ataque ''arrasador'' em caso de agressão. 

Bovespa opera em alta influenciado por petrolíferas

São Paulo - A Bovespa operava em alta nesta quarta-feira, impulsionada pelo forte avanço das blue chips Petrobras e OGX. Após ter operado sem tendência definida nas primeiras horas do pregão, o Ibovespa firmou-se em campo positivo no início da tarde e às 16h15 subia 0,71 por cento, a 62.256 pontos.

O giro financeiro do pregão era de 5,7 bilhões de reais. "Os ADRs do setor petrolífero subiram bem ontem [terça-feira], quando a bolsa estava fechada aqui devido ao feriado, e agora estamos vendo uma recuperação no preço das ações", disse Gustavo Mendonça, economista na Oren Investimentos.
O papel preferencial da Petrobras subia 3,1 por cento, a 21,95 reais, enquanto a ação da OGX avançava 5,06 por cento, a 13,90 reais. O movimento ocorria mesmo com a queda na cotação internacional do barril do petróleo nesta quarta-feira.

OGX e Petrobras levantam Bovespa, mas bancos pesam

São Paulo - A Bovespa começou maio no azul, apoiada pelos ganhos das blue chips OGX e Petrobras, em meio a ajuste de posição de estrangeiros nesta sessão pós-feriado.

Ibovespa subiu 0,98 por cento, a 62.423 pontos. O pregão teve giro financeiro de 7,68 bilhões de reais. Em abril, o índice caiu 4,17 por cento, o pior resultado em sete meses.
OGX deu um salto de 5,82 por cento, a 14,00 reais. Segundo operadores, a inclusão do papel em carteiras recomendadas de diversas corretoras para o mês de maio contribuiu para o avanço do papel na sessão.
A preferencial Petrobras subiu 3,33 por cento, a 22,00 reais, puxada por rumores de possível reajuste no preço da gasolina, disse Luiz Roberto Monteiro, operador de renda variável na Renascença.
"Muita gente estava vendida em Petrobras e hoje as corretoras ligadas a capital estrangeiro são as maiores compradoras do papel", afirmou. "É uma reposição em função da expectativa de um possível aumento nos preços dos combustíveis", disse Monteiro.
A construtora MRV também contribuiu para o avanço do índice, com alta de 5,05 por cento, a 11,65 reais. O BTG Pactual adicionou a MRV à carteira recomendada para maio, avaliando que "embora o setor esteja enfrentando muitos desafios, depois das recentes vendas, vemos uma chance para entrar", segundo relatório assinado por Carlos Sequeira, Bernardo Miranda e Antonio Junqueira.
"A curva de juros está beneficiando os papeis de construtoras e consumo, mais influenciados pelo impacto de queda de juros no mercado doméstico", disse Gustavo Mendonça, economista na Oren Investimentos. Lojas Renner subiu 3,66 por cento, a 63,51 reais. Hering avançou 3,09 por cento, a 48,76 reais.
O que impediu um desempenho melhor do Ibovespa foi o setor bancário, com destaque para Banco do Brasil, que caiu 2,71 por cento, a 22,94 reais. Itaú Unibanco cedeu 2,47 por cento, a 29,24 reais. Fontes do governo afirmaram à Reuters que a presidente Dilma Rousseff deve anunciar na quinta-feira mudanças nas regras da caderneta de poupança.
No cenário externo, o índice Dow Jones, referencial do mercado acionário dos Estados Unidos, fechou em baixa de 0.08 por cento, com dados que mostraram que o setor privado norte-americano contratou menos que o esperado em abril. Na Europa, o principal índice da região caiu 0,42 por cento.

Petróleo cai após estoque atingir maior nível em 22 anos

Nova York - Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda de 0,89% nesta quarta-feira, após os estoques do produto subirem para o maior nível desde setembro de 1990. Analistas disseram que o mercado não está refletindo totalmente os fracos fundamentos de oferta e demanda, pois aguarda mais sinais sobre o rumo da economia dos EUA.

O contrato futuro de petróleo WTI com entrega em junho recuou US$ 0,94, negociado a US$ 105,22 por barril na Nymex, depois de fechar ontem em seu melhor nível desde 27 de março, a US$ 106,16. Já os contratos futuros de petróleo brent para junho recuaram US$ 1,46 (1,22%), fechando a US$ 118,20 por barril na plataforma eletrônica ICE, o menor nível desde 24 de abril.
Os estoques de petróleo bruto dos EUA subiram 2,84 milhões de barris na semana encerrada em 27 de abril, para 375,864 milhões de barris, informou hoje o Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês). É o 19º nível mais alto desde que o DOE iniciou a compilação dos estoques semanais, em agosto de 1982. A última vez que os estoques estiveram mais altos do que atualmente, o petróleo na Nymex estava perto de US$ 30 por barril, em meio à invasão das tropas do ditador Saddam Hussein ao Kuwait.
Os estoques de petróleo em Cushing - ponto de entrega física dos contratos negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) - subiram 1,213 milhão de barris, para 42,964 milhões de barris, o nível mais alto já registrado, tendo avançado 11,5% nas últimas seis semanas. As informações são da Dow Jones.

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