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quinta-feira, julho 12, 2012

Ação da Vale supera Petrobras no longo prazo

São Paulo – Apesar de a crise internacional ter penalizado principalmente o setor de commodities na Bolsa brasileira, a Vale, cujas ações estão entre as mais negociadas do país, não deixou seus investidores no prejuízo nos últimos cinco anos. Ao contrário do que ocorreu com a Petrobras, cujas ações caíram 5,5%, a mineradora viu suas ações preferenciais (VALE5) valorizarem no período, acumulando alta de 23,73%.

A valorização, porém, foi modesta perante o CDI, taxa de juros que baliza as aplicações em renda fixa. No período considerado, entre 6 de julho de 2007 e 6 de julho de 2012, o CDI foi de 66,76%. Ou seja, quem comprou ações da Vale há cinco anos e as vendeu na última sexta-feira não perdeu dinheiro, mas deixou de ganhar na renda fixa. Num prazo mais longo, porém, os papéis preferenciais da Vale batem o CDI com folga. Nos últimos dez anos, foi uma alta de 870,31% contra 279,25% do CDI.
“Nos últimos dez anos a Vale apresentou um portfólio amplo, em diversas frentes. Não vi a empresa acomodada em relação ao negócio da mineração, pois sempre houve investimento em novos projetos, inclusive fora do país. Não apenas em minério de ferro, mas também em carvão, níquel e cobre. Acho que a Vale continua com essa identidade de nunca estar na zona de conforto”, diz Juliano Navarro, analista de mineração da BES Securities.
Segundo analistas da área de mineração, o que fez a ação da Vale sobreviver em meio à crise foi a combinação entre o crescimento da China – que continua significativo mesmo depois de começar a arrefecer –, a escalada dos preços do minério de ferro e as mudanças no sistema de precificação da commodity. Tudo isso veio se juntar a uma bem-sucedida mudança de gestão que, antes temida, acabou por tranquilizar o mercado quando a Vale passou a focar mais nos seus negócios principais.
Para os analistas ouvidos por EXAME.com, contudo, essa alta de 23% foi modesta, e a ação da Vale está barata frente às suas boas perspectivas, como o robusto plano de investimentos focados nas atividades principais da companhia. “Embora não haja uma correlação perfeita, nos últimos cinco anos o preço do minério subiu muito mais do que as ações do setor de mineração. No caso da Vale, o mercado tem dado mais atenção a variáveis de influência indireta e incerta sobre a empresa – como questões tributárias e de regulação do setor – do que aos fundamentos em si”, diz Juliano Navarro.
Segundo Navarro, enquanto a ação da Vale teve alta de 23% de 2007 para cá, o preço do minério de ferro cresceu 214% no período. Para ele, o preço justo da ação preferencial da Vale no momento atual seria de 53,60 reais, sendo que, no último pregão, o papel fechou a 39,88 reais.
A crise e o desempenho das ações
A crise internacional causou grande volatilidade nos papéis da Vale nos últimos cinco anos. Com bons resultados, inclusive para suas ações, em 2007, a companhia amargou seu maior tombo em 2008, quando seus papéis desvalorizaram quase 50%, arrastando o Ibovespa para baixo junto com a Petrobras. Em 2009, apesar dos maus resultados financeiros, houve uma recuperação nos preços das ações, com alta de cerca de 65%. E, desde então, entre altos e baixos, o papel vem se mantendo mais ou menos no mesmo patamar de preço.
O sobe-e-desce também foi visto nos resultados. O Ebitda, sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, foi de cerca de 33 bilhões de reais em 2007 e 35 bilhões de reais em 2008, amargando uma queda brusca em 2009, para 18 bilhões de reais. Em 2010, houve uma significativa recuperação, com Ebitda chegando a 46 bilhões de reais ao final do ano. Em 2011, com Ebitda de 57 bilhões de reais, a Vale registrou lucro líquido recorde, de quase 38 bilhões de reais.
Para Victor Penna, analista de mineração do BB Investimentos, a ação da Vale hoje está descontada em relação a seus pares mundiais, como BHP, Rio Tinto e Xtrata. “Nós sempre consideramos a Vale uma top pick em mineração. A crise não deixa de ser preocupante, por conta do risco de volatilidade. E agora, o mercado avalia a ação em meio a incertezas, à medida que vão saindo os dados econômicos. Nossa recomendação, porém, é de compra, mas sempre com cautela”, diz Penna, para quem o preço das ações preferenciais pode chegar a 56,30 reais ao final de 2012.
Sobrevivência: precificação do minério e gestão bem sucedida
Nos últimos anos, dois fatores tiveram impacto bastante positivo nos papéis da Vale. Um deles foi a mudança no sistema de precificação do minério de ferro, antes feito anualmente, depois trimestralmente, e hoje com base no preço à vista do mercado spot, devido à alta volatilidade nos preços da commodity. A mudança para fechar contratos de curto prazo foi estabelecida após o início da crise, quando muitas siderúrgicas, principalmente chinesas, romperam os contratos anuais para se beneficiar da queda no preço do minério.
Acontece que em 2010, o minério, que antes estava na casa dos 60 ou 70 dólares por tonelada, ultrapassou os 150 dólares. Segundo Victor Penna, do BB Investimentos, dificilmente a commodity vai cair abaixo dos 120 dólares por ora. Essa alta acabou beneficiando a Vale, que hoje em dia consegue absorver a volatilidade do preço do metal quase que em tempo real.
Outro fator que teve impacto positivo no desempenho da empresa e de suas ações foi atransição bem sucedida da presidência das mãos de Roger Agnelli para as de Murilo Ferreira. Agnelli era um executivo aplaudido pelo mercado, e a perspectiva de sua saída causou temor: havia a crença na possibilidade de o novo gestor ser mais alinhado a interesses de governo do que ao desempenho da companhia, privilegiando atividades política e socialmente estratégicas em detrimento da rentabilidade.
Contudo, Murilo Ferreira tem provado que assumiu a Vale compromissado com os interesses dos acionistas e com os negócios principais da companhia. Enquanto a estratégia da gestão de Agnelli era expandir a atuação da Vale e diversificar o portfólio, Ferreira tem focado a atuação da empresa em suas atividades principais, desfazendo-se de ativos menos rentáveis, como a venda da participação em uma unidade de caulim ou o desinvestimento em áreas de exploração de petróleo e gás.
A expansão em níquel e a atuação em fertilizantes, com a compra da Fosfértil, foram marcos da gestão de Agnelli que se traduziram em estratégias bem sucedidas. “O foco do Murilo agora é mais minério de ferro, níquel, cobre, carvão e fertilizantes”, diz Victor Penna. Além disso, a distribuição de dividendos na gestão Murilo Ferreira tem sido mais intensa, mesmo com os investimentos bilionários que a Vale costuma fazer. “No ano passado, a Vale chegou a pagar 9 bilhões de dólares em dividendos, fora os 3 bilhões de dólares de seu programa de recompra de ações. Essa quantia está acima do nível histórico da companhia”, observa o analista.
Pesado plano de investimentos
Mesmo com a crise a Vale manteve seus pesados planos de investimentos ano após ano. A previsão é investir 21 bilhões de dólares em 2012, menos que os 18 bilhões investidos no ano passado (embora a previsão fosse de 24 bilhões). Os recursos serão focados nas principais atividades da companhia – a exploração de minério de ferro, cobre, carvão, potássio, a construção de usinas de processamento, além de investimentos em logística.
Os principais negócios a receber recursos serão Carajás, que deve adicionar mais 40 bilhões de toneladas de minério de ferro à produção da Vale já a partir de 2013; o projeto Serra Sul, que tem capacidade de produção anual de 90 milhões de toneladas de minério, com resultados previstos para 2016; além de sua mina de carvão em Moçambique. “A Vale tem um plano de investimentos robusto, que deve começar a gerar um retorno bem alto já a partir de meados de 2013”, observa Victor Penna, do BB Investimentos.
Mas será que um momento econômico como esse, com crise internacional e perspectivas de crescimento mais fraco na China, é o ideal para esses investimentos? Segundo Penna, o mercado está mesmo de olho nisso. “Com toda a instabilidade financeira, qualquer investimento pode ser criticado negativamente. Se o mercado acreditar que alguma aquisição não seja estratégica, por exemplo, vai bater nos papéis. Mas o planejamento da Vale é bem focado e rigoroso”, diz.
Quanto aos investimentos em siderurgia, fortemente criticados desde antes da saída de Agnelli por se tratar de uma atividade menos rentável, o analista explica que esse tipo de investimento se deve a uma perspectiva de queda na participação no mercado de minério de ferro. “A perspectiva de perda no market share de minério de ferro tem levado a Vale a voltar parte dos investimentos para a siderurgia. Empresas como CSN, Usiminas e MMX estão ampliando bastante os investimentos em mineração”, esclarece, admitindo que, no médio prazo, a expectativa do mercado não é boa para o setor de siderurgia.
China não preocupa tanto
A desaceleração experimentada pela China, que já baixou sua taxa de juros duas vezes neste ano, não preocupa tanto os analistas, apesar de 60% da produção de minério de ferro exportado ser destinado àquele país. “A China deve crescer um pouco menos, mas é uma economia de um trilhão de dólares. Um crescimento de 7,5% ou 8% ainda é muito grande”, diz Victor Penna, ressaltando a agressividade do plano de investimentos chinês, focado na urbanização do país e, portanto, altamente dependente de minério de ferro.
Pontos negativos: questões tributárias e marco regulatório
No entanto, o cenário econômico internacional não é o único fator que contribui para manter o valor das ações da Vale relativamente baixo já há algum tempo. Imbróglios arrastados envolvendo a companhia também vêm impactando negativamente o desempenho dos papéis. “A trajetória das ações da Vale tem estado muito correlacionada às notícias sobre a regulação do setor de mineração ou questões judiciais. As ações já não refletem os fundamentos, que são o que tem impacto direto no resultado da empresa. E deve continuar a ser assim”, diz o analista Juliano Navarro, da BES Securities, para quem esse tipo de avaliação dá peso demais ao que ainda é mera especulação e tem impacto apenas indireto na companhia.
Há duas pendências na Justiça no momento. A primeira é uma disputa judicial com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão governamental responsável por gerir o patrimônio mineral brasileiro e aplicar a regulação do setor. O governo reclama uma dívida de cerca de 5 bilhões de reais em royalties cobrados e não pagos de 1991 a 2000. Se a Vale perder a ação, o impacto será negativo, mas um acordo em condições melhores ajudaria a levantar os preços das ações. A outra questão judicial envolve a cobrança de 30 bilhões de reais em imposto de renda sobre lucros obtidos pela empresa no exterior.
Já em relação às questões regulatórias, o fator que mais pesa por enquanto é uma possível elevação dos royalties pagos ao governo em 10% ou 15%, principalmente nos estados de Minas Gerais e Pará. Mas, segundo Juliano Navarro, essa questão é menos preocupante do que as outras cobranças do governo. “Os analistas já há algum tempo incorporam uma alíquota de royalties maior que os atuais 2%. Nós consideramos uma alíquota de 4%, o dobro da atual, a partir de 2013”, observa o analista. 



Moody's reduz rating da Itália e mantém perspectiva negativa

Washington - A agência de classificação de risco Moody''s rebaixou nesta quinta-feira o rating da dívida do governo da Itália de ''A3'' para ''Baa2'' e manteve a perspectiva negativa do país.

''É mais provável que a Itália tenha um novo aumento significativo dos custos de seu financiamento ou a perda de acesso aos mercados do que quando realizamos nossa qualificação há cinco meses'', explica a agência em comunicado.
Entre os motivos, a Moody''s indica que a confiança dos mercados é cada vez mais frágil e o risco de contágio procedente da Grécia e Espanha podem afetar a Itália.
''O risco da saída da Grécia da zona do euro aumentou, o sistema bancário espanhol terá maiores perdas creditícias que o previsto e os desafios próprios de financiamento da Espanha são maiores do que o reconhecido previamente'', ressalta.
Segundo o comunicado, as perspectivas a curto prazo da economia italiana se deterioraram, como mostra um crescimento mais fraco e um maior desemprego, o que ''cria um risco de descumprir os objetivos de consolidação fiscal''.
A Moody''s adverte que o descumprimento das metas fiscais ''poderia enfraquecer ainda mais a confiança do mercado, aumentando o risco de uma interrupção súbita no financiamento do mercado''. No entanto, a agência mantém a qualificação de curto prazo em ''Prime-2''. 

BlackRock diminui participação na Eletropaulo

São Paulo – A BlackRock vendeu parte das ações da Eletropaulo (ELPL3ELPL4) que possuía, diminuindo assim sua participação na empresa de energia elétrica. Atualmente, a administradora de investimentos detém 4,91% do total das ações preferenciais, o que equivale a mais de 4,9 milhões de papéis.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a BlackRock afirma que o objetivo é estritamente de investimento e que não pretende alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da Eletropaulo.
Além disso, não são detidas debêntures conversíveis em ações, assim como não existem contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários da companhia.

Carrefour não vê piora nas vendas após queda no segundo tri

Paris - O Carrefour, maior varejista da Europa, desafiou receios do mercado sobre outro alerta de lucro nesta quinta-feira, depois que o grupo afirmou que apesar das vendas permanecerem fracas em países sob planos de austeridade como Espanha e Itália, a situação não estava piorando.

O anúncio fez as ações da rede dispararem 6,9 por cento na Bolsa de Paris nesta quinta-feira.
Em mercados emergentes, o desempenho na China continuou a apresentar dificuldades mas as vendas de itens não alimentícios se recuperaram, enquanto no Brasil, segundo maior mercado do Carrefour no mundo atrás da França, houve forte performance.
As vendas totais excluindo os efeitos cambiais e sem considerar receita com combustíveis no mercado doméstico brasileiro no segundo trimestre cresceram 7,4 por cento, para 2,979 bilhões de euros. Eu seu release de resultados, o Carrefour destaca que o Atacadão continuou seu crescimento, apesar do forte incremento no segundo trimestre de 2011.
No semestre, as vendas no Brasil cresceram 7,7 por cento, para 6,15 bilhões de euros.
Recentemente, o presidente-executivo do Carrefour, Georges Plassat, afirmou que a companhia não tinha planos de deixar o Brasil e disse que considerava o país uma plataforma para a expansão do Grupo na América Latina .
No ano passado, o varejista francês vem concentrou boa parte das atenções do mercado desde que o plano do empresário Abilio Diniz de unir as operações brasileiras do Carrefour às do Grupo Pão de Açúcar fracassou em julho de 2011. Na ocasião, o também francês Casino, acionista majoritário do Pão de Açúcar e arquirrival do Carrefour na França, se opôs ao negócio.
O Carrefour informou que as vendas globais comparáveis do segundo trimestre caíram 1,3 por cento, arrastadas pela queda da demanda na Itália e Espanha e pela fraca receita de hipermercados na França.
As vendas do segundo trimestre das operações mundiais do grupo somaram 21,72 bilhões de euros (26,6 bilhões de dólares), pouco acima da média da estimativa de analistas, de 21,65 bilhões de euros.
O grupo francês informou estar "confortável" com o consenso do mercado para os dados de 2012 sobre lucro antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) de 2,03 bilhões a 2,09 bilhões de euros, o que significaria uma queda de 5 a 8 por cento na comparação anual.
"Isso é claramente positivo no contexto de temores de mais downgrades (reduções de expectativas) significativos", disseram analistas do banco Espirito Santo.
A chegada de Georges Plassat, um veterano do varejo que assumiu o comando da empresa em maio, aumentou as esperanças de que o Carrefour poderá finalmente sair de anos de baixo desempenho em seus mercados principais europeus, onde seus hipermercados foram prejudicados pela forte concorrência de lojas especializadas e tendência de compras locais e online.
O novo executivo, contudo, enfrenta a dura tarefa contra um cenário de fraca economia. Varejistas em grande parte da Europa estão sofrendo à medida que a renda dos consumidores é apertada por aumentos de preços, salários estáveis e medidas de austeridade do governo, com a confiança prejudicada pela crise da dívida na zona do euro.
A rival alemã Metro alertou na semana passada que a crise estava afetando a demanda na maior economia europeia.

Petrobras eleva em 6% preço do diesel nas refinarias

Rio de Janeiro - A Petrobras reajustará o preço do diesel em 6 por cento nas refinarias a partir da próxima segunda-feira (16), em um movimento para reduzir a defasagem do combustível em relação ao mercado internacional.

O aumento do diesel estimado ao consumidor final será de cerca de 4 por cento, afirmou a estatal em comunicado nesta quinta-feira, sem explicar a razão de o percentual nas bombas ser inferior ao das refinarias.
"Esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo", disse a Petrobras.
É o segundo reajuste do diesel no Brasil em menos de um mês. Em 22 de junho, a Petrobras anunciara um aumento de quase 4 por cento no valor do diesel e de 7,83 por cento no preço da gasolina nas refinarias, medida que passou a valer em 25 de junho.
Na ocasião, o governo federal decidiu reduzir a zero as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente no diesel e na gasolina para neutralizar os impactos dos aumentos para o consumidor final.
Apesar dos dois reajustes consecutivos, o preço do diesel continua desafasado em relação ao praticado nos Estados Unidos, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura.
A Petrobras informou no fim de junho que buscaria paridade de preços dos combustíveis entre o mercado doméstico e o internacional nos próximos anos para reforçar seu caixa e impulsionar seus investimentos.
A área de abastecimento da estatal tem registrado grandes perdas nos últimos trimestres, com as importações de gasolina a valores mais altos subindo vertiginosamente para atender ao mercado nacional, enquanto os preços dos combustíveis estavam mantidos no país para controle da inflação a pedido do acionista controlador da Petrobras, o governo federal.

Oi é multada por portar usuários da Vivo sem solicitação

São Paulo - Um caso no mínimo curioso foi julgado nesta quinta, 12, pelo Conselho Diretor da Anatel. A Oi foi multada por ter realizado a portabilidade numérica de usuários da Vivo sem que eles tivessem feito essa solicitação. A falha (ou a fraude) aconteceu tanto na TNL PCS, a operadora móvel que atua nas Regiões I e III, quanto na 14 Brasil Telecom, que atua na Região II. A multa estipulada pela Anatel para a TNL foi de R$ 338 mil e de R$ 234 mil para a BrT.

A Oi alega que, para os 136 números que foi acusada de portar indevidamente, o usuário teria, sim, sido feito uma solicitação via call center, mas que não teria qualquer registro do fato visto que já havia transcorrido mais de seis meses da requisição. A Anatel não acolhe o argumento porque muitas das portabilidades foram realizadas de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, sendo que, no momento de apresentação da defesa, ainda não haviam transcorrido os seis meses.
"Ainda assim, a recorrente poderia ter apresentado, ao menos, o número do registro da suposta requisição de portabilidade efetuada pelo usuário, que constitui uma solicitação de serviço, e para a qual a a prestadora deve manter armazenada informaçãoes por um período mínimo de um ano", diz o conselheiro Marcelo Bechara na sua análise.
A Oi também alegou ausência de materialidade da infração, o que foi rechaçado pela Anatel, que considerou que a Vivo teria apresentado provas irrefutáveis de que seus antigos clientes não teriam solicitado a portabilidade para a Oi.
"As alegações dos usuários, constantes no conjunto probatório trazido pela Vivo, apresentam entre si uma ligação, uma conexão, respaldando-se, confirmando-se umas as outras, de tal forma convincente da prática reiterada da Oi de portar indevidamente os clientes da Vivo", sustenta o informe da área técnica reproduzido por Bechara. Para reverter a portabilidade indevida, esses usuários teriam procurado, além das duas empresas, o Procon e o Judiciário, como mostra as reclamações dos usuários juntadas pelo Vivo. A Oi ainda pode recorrer da decisão.

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