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quinta-feira, julho 12, 2012

“Brasil vai crescer menos do que os EUA”, diz Forbes

São Paulo - Depois de ser um dos “queridinhos do mercado” no ano passado, o Brasil não é mais visto pelos investidores internacionais como um lugar sem crise e em pleno desenvolvimento. Matéria da revista Forbes desta quinta-feira destaca que entre os BRICs – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China – o país é o que vai crescer menos.

A reportagem ressalta que a economia doméstica terá desempenho pior que a americana, epicentro da crise financeira internacional, que até hoje luta para voltar a crescer. “A projeção é que os Estados Unidos cresçam 2% neste ano, o maior avanço entre os países desenvolvidos. Entretanto, o PIB do Brasil parou completamente, dando-lhe o pior desempenho entre os quatro maiores emergentes (BRICs)”, diz a Forbes.
A publicação repercute o índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br, divulgado nesta quinta-feira. O dado – que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – teve em maio retração de 0,02% na comparação com abril. Apesar de a queda ter sido muito leve, a estatística revelou uma mudança de tendência (antes só se via alta no índice) que surpreendeu o mercado. Além disso, o índice de abril foi revisado para baixo: a expansão real passou a 0,10%, contra os 0,22% apurados anteriormente. Nos cinco primeiros meses do ano, o IBC-Br acumulou alta de 0,40% em comparação com mesmo período de 2011, ao passo que, no acumulado de doze meses, o aumento foi de 1,27%.
A Forbes lembra ainda que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia divulgado dois indicadores ruins em julho: as vendas do varejo caíram 0,8% em maio ante abril, a maior baixa desde novembro de 2008, e a produção industrial mostrou declínio mensal de 0,9%, o que significou o terceiro resultado negativo consecutivo neste tipo de comparação.
Projeções – A expectativa de que o país passe vexame entre os emergentes e fique, inclusive, atrás de uma economia desenvolvida em dificuldade, a americana, é endossada por analistas. Robert Wood, da Economist Intelligence Unit (EIU), afirmou ao site de VEJA que, por ora, suas projeções apontam para uma expansão de 2% tanto para a economia dos EUA como para a do Brasil. "Mas existe um risco cada vez maior de o crescimento do PIB brasileiro ficar ainda mais fraco que os 2% que espero para os EUA", destacou. Também consultado pela reportagem, Jim O'Neill, economista do Goldman Sachs e o criador do termo BRICS, procurou não endossar a projeção pessimista da Forbes. "Espero alta de 3,4% para o PIB do Brasil neste ano e 2,2% para a economia americana, mas vou revisar esses dados na semana que vem", declarou.
Fracasso do modelo – Outras publicações, como o prestigiado jornal britânico Financial Times, também registraram a queda do IBC-Br nesta quinta-feira. Sob o título “Economia brasileira: indo para lugar nenhum”, o jornal inglês diz ainda que o indicador “jogou combustível ao argumento de que o modelo do Brasil, baseado no desenvolvimento impulsionado pelo estado, tem levado o crescimento a um beco sem saída”.
O jornal contesta a efetividade das medidas – monetárias e econômicas – tomadas pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda para alavancar o consumo e dar suporte à indústria. “Com o México crescendo em seu espelho retrovisor, líderes brasileiros devem pensar se não poderiam aprender com os concorrentes de crescimento mais rápido e pensar em reformas, como a do mercado de trabalho”. Na quarta-feira, o Banco Central anunciou novo corte na taxa Selic, para 8% ao ano, destacando o fato de que a desaceleração da economia e a crise internacional abrem espaço para a queda dos juros.
O The Wall Street Journal, dos Estados Unidos, lembra que, no mês passado, o banco Credit Suisse revisou para baixo sua expectativa de crescimento para a economia nacional para apenas 1,5% neste ano, abaixo do consenso do mercado que está por volta de 2%. Isso foi “uma surpresa para a nação sul-americana, que uma vez foi sinônimo de crescimento rápido”.
O jornal afirma que o Brasil é, em parte, vítima de seu próprio sucesso. Com o real em alta na última década e investidores colocando bilhões de dólares no país, a indústria doméstica agora tem dificuldade de competir no mercado externo. A apreciação do câmbio descortina, na prática, as deficiências estruturais da economia brasileira. O grande problema, segundo analistas consultados pelo WSJ, é que o modelo de crescimento do Brasil – que mistura exportação de commodities, protecionismo industrial e a demanda do consumidor alimentada pelo crédito – parece ter perdido o fôlego.
Fora dos BRICs? – A publicação lembra também que o economista Jim O’Neill acredita que a desaceleração pode levantar questões sobre a permanência do Brasil no grupo dos BRICs. Ele tem argumentado, segundo o WSJ, que o país pode ter atingido seu limite de crescimento e agora os investidores estariam migrando para outras economias da região como México, Chile, Colômbia e Peru, que crescem mais que o Brasil.

Petrobras pode ter perda milionária nos EUA

Rio de Janeiro - A Petrobras deve amargar prejuízo milionário com a venda da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Esse é um dos ativos que a estatal pretende ofertar ao mercado, no programa de desinvestimento que vai ajudar a financiar investimentos no pré-sal. Após anos de batalha judicial com sua sócia, uma trading belga, a petroleira brasileira fechou há duas semanas um acordo para aquisição de 100% da refinaria.

Ao todo, a Petrobras pagou US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, para comprar uma refinaria que, há sete anos, custou US$ 42,5 milhões à sua agora ex-sócia - quase 28 vezes menos.
Fontes que acompanharam a operação em diferentes estágios asseguram que o valor de mercado hoje da refinaria texana, de baixa complexidade, é muito menor do que o valor gasto pela Petrobras para a obtenção do controle. Poderia chegar a um décimo do que foi pago. Os investimentos programados na época para dobrar a capacidade para 200 mil barris por dia e adequar a unidade ao processamento de óleo pesado brasileiro, tornando-a mais sofisticada, nunca foram feitos.
Perguntada se espera retorno para os US$ 1,18 bilhão, a Petrobras afirmou, em nota, ter como princípio "trabalhar para agregar valor aos seus ativos, e para tanto analisa constantemente as oportunidades do mercado".
"Quando avaliamos a aquisição da refinaria, o cenário era de margens de refino crescentes, a demanda mundial também estava em crescimento e não havia previsões sobre a crise de 2008, com seus desdobramentos no segmento de refino", disse a companhia, na nota. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Agnelli escolhe ex-diretor da Vale para CEO de mineradora

São Paulo - O time de executivos da nova empresa de mineração B&A, formada pelos sócios BTG Pactual e Roger Agnelli, já está sendo formado e Eduardo Ledsham, ex-diretor da Vale, assume o posto de CEO da companhia. Agnelli será o presidente do conselho da B&A.

A nova companhia nasce com investimentos de 1,04 bilhão de reais e enxerga oportunidades no Brasil, América Latina e África. A companhia deve começar a operar no mercado no prazo de 60 dias.
Eduardo Ledsham era diretor executivo de Exploração, Energia e Projetos, da Vale. Segundo Ledsham, a B&A vai atuar em projetos de greenfield, passando pelos estudos de viabilidade e operações. “Queremos estabelecer parcerias com pequenas e médias mineradoras e detentores de direitos mineirais”, disse o executivo, em nota.

TIM poderá ser proibida de vender novos planos

Brasília - Diante das constantes reclamações de usuários aos órgãos de defesa do consumidor, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ameaçou na quinta-feira a TIM com uma possível suspensão de venda de novos planos de telefonia móvel, caso a operadora não acelere os investimentos em suas redes para melhorar a qualidade do serviço em algumas regiões do país.

Segundo o ministro, "em seis ou sete Estados" o serviço da operadora está muito aquém do ideal. "Ou a TIM investe e melhora o serviço, ou vamos proibir a venda de novos planos. Vamos ter de assinar um termo de compromisso com a companhia, na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)", completou o ministro, após ser questionado sobre a insatisfação dos clientes das empresas de telefonia do País durante café da manhã com integrantes da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje).
Por meio de nota, a TIM alegou desconhecer a informação sobre a assinatura do termo junto à Anatel e destacou que o acompanhamento da prestação do serviço é uma prática rotineira da agência junto às empresas do setor. "A operadora está à disposição do órgão regulador para tratar de eventuais deficiências suscetíveis à rede de uma operadora móvel", afirmou o documento.
Essa não é a primeira vez que o ministro reclama da TIM. As primeiras críticas aconteceram em junho do ano passado, depois que o serviço de internet da Intelig - controlada pela companhia de capital italiano - apresentou três panes em menos de um mês. Após isso, Bernardo voltou a criticar a empresa que, segundo ele, provavelmente não esperava um crescimento tão expressivo nos últimos dois anos. AS informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Apple não é obrigada a repassar custo menor, diz governo

Apple não é obrigada a repassar aos consumidores qualquer desconto em seu custo de produção no Brasil. Segundo o Ministério de Ciência,Tecnologia e Inovação (MCTI), ainda que seja beneficiada por incentivos fiscais da Lei de Informática e da Lei do Bem, não há exigência de que, em troca, a companhia repasse o custo menor aos preços finais.

"A empresa deve apresentar outras contrapartidas. Mas não há nenhuma obrigação de redução de preço", afirmou o MCTI por meio de sua assessoria de imprensa. Entre as compensações acertadas com o governo para se beneficiar dos incentivos fiscais, a empresa deve utilizar, ao menos, 20% de conteúdo local em suas operações brasileiras, além do comprometimento em investir no país e gerar empregos.
O esclarecimento do ministério contraria as promessas do ex-ministro da pasta, Aloysio Mercadante, que falou, em diversas ocasiões, em uma redução de até 30% no preço do iPad nacional ao consumidor final. Afinal, segundo o ministro –atualmente na Educação – era desta magnitude a renúncia do governo em impostos.
Ainda de acordo com ele, esta era justamente uma das razões para o esforço do Planalto para viabilizar a vinda ao país da Foxconn – fabricante de origem tawainesa que possui a maior parte dos contratos internacionais de produção de artigos da Apple. O iPad fabricado localmente, contudo, já está à venda no varejo brasileiro, mas custa o mesmo que o produto importado da China.
No site da Apple, o novo iPad – sucessor do iPad 2 – de 32 Gigabytes feito no Brasil, com conexão WiFi e 4G, pode ser adquirido por 2.049 reais – preço idêntico ao praticado em maio, quando o produto importado chegou ao país. No Walmart e na Americanas.com, onde há modelos nacionais e importados disponíveis para venda, o valor é o mesmo: 2.049 reais.
O iPad 2, que também já possui modelo nacional, segue com o mesmo preço definido dois meses atrás, quando o novo iPad chegou ao mercado. A vinda do lançamento da Apple ao país fez com que, automaticamente, os preços do iPad 2 obtivessem descontos entre 100 reais a 250 reais sobre os valores praticados na época. São esses preços que vigoram até o momento.
O iPad 2 e o novo iPad são os primeiros modelos nacionais de tablets da Apple a chegarem ao mercado. O site de Veja apurou que lojas autorizadas Apple, como Fnac e Fastshop, ainda não possuem o iPad brasileiro.
A Foxconn obteve no início deste ano a autorização do MCTI para enquadrar os tablets na Lei de Informática (nº 8.248) e na Lei do Bem (nº 11.196), que concedem incentivo fiscal a empresas que produzem eletrônicos com um porcentual de conteúdo nacional.

Hackers dizem ter roubado 450 mil contas de usuários do Yahoo

Cingapura - Um grupo de hackers até então desconhecido publicou na Internet os detalhes de 450 mil contas e senhas que diz ter roubado de um servidor do Yahoo.

O site de notícias de tecnologia Ars Technica afirmou que o grupo, que se denomina D33DS Company, invadiu um subdomínio não identificado do Yahoo e conseguiu detalhes de contas não criptografados.
Um porta-voz do Yahoo em Cingapura não quis comentar o assunto.
O site no qual os hackers originalmente fizeram o anúncio, o d33ds.co, não estava mais disponível nesta quinta-feira e tinha sido registrado em fevereiro.
O site especializado CNET noticiou que os hackers estavam afirmando que a invasão tinha o objetivo de ser "um alerta e não uma ameaça" e que a segurança do Yahoo era fraca.

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