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sábado, junho 22, 2013

SP: polícia pede prisão e indicia suspeito por morte de jovem

A Polícia Civil de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, pediu nesta sexta-feira a prisão preventiva do suspeito de atropelar e matar um jovem durante um protesto na cidade na noite de quinta-feira. O empresário Alexsandro Ishisato de Azevedo, 37 anos, que está foragido, também será indiciado por homicídio. “Nós instauramos inquérito contra ele pela prática de homicídio e quatro tentativas de homicídio”, disse o delegado Carlos Henrique Araújo Garcia. O suspeito tentou furar o bloqueio montado por manifestantes e acelerou contra diversas pessoas e matou o estudante Marcos Delefrate, 18 anos. O homem fugiu sem prestar socorro. As informações são do Jornal EPTV, da EPTV.

O empresário está envolvido em 26 processos, cinco deles criminais. Desses, ele responde apenas um, por crime contra a liberdade individual, ameaça ou constrangimento ilegal. Como não foi jugaldo, é reu primário. “Causa indignação em qualquer pessoa. Ele dá ré no carro, mas tinha todas as condições do mundo de sair daquele fato – se estava com pressa podia ter dado uma ré, entrado na rua à direita ali, já tinha como sair”, disse o promotor de Justiça Luís Henrique Pacini Costa. O enterro de Marcos Delefrate ocorrerá nesta tarde em Ribeirão Preto. Por conta da morte do jovem, a prefeitura decretou hoje luto oficial de três dias.

sexta-feira, junho 21, 2013

Recife tem manhã tranquila após protesto com 52 mil pessoas


O Recife acordou tranquilo na manhã desta sexta-feira (21), após a manifestação que reuniu cerca de 52 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, nas tarde e noite da quinta-feira (20). Um dos vidros da sacada do prédio da Prefeitura do Recife foi quebrado e uma parada de ônibus próxima também foi depredada. "Registramos uma tentativa de invasão à Prefeitura do Recife, com três pessoas detidas por dano qualificado", afirmou o secretário estadual de Defesa Social, Wilson Damázio. Três homens foram presos em flagrante e tiveram fiança fixada em R$ 10 mil. Como ninguém pagou a quantia, todos serão transferidos para o Cotel e podem pegar até quatro anos de prisão.

Na mesma avenida da Prefeitura, a Cais do Apolo, o prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) também foi apedrejado, duas guaritas tiveram os vidros quebrados e a entrada principal também teve vários vidros quebrados. Em frente ao TRT, a porta de vidro do prédio de uma operadora de telefonia também foi quebrada.


Na Ponte Maurício de Nassau, banners decorativos em alusão à Copa das Confederações - que tem o Recife como uma das sedes - foram arrancados. Os cartazes estavam afixados a postes de iluminação. Mas de forma geral, o protesto foi pacífico, com alguns momentos de correria e confusão provocados por pequenos grupos isolados.


A Secretaria de Defesa Social (SDS) atualizou na manhã desta sexta o número de ocorrências para 31, com 31 pessoas detidas por agressão, ameaças de roubo e tumultos, dentre outras ocorrências. Houve um momento de tensão, já na parte da noite, quando manifestantes se recusavam a liberar a Avenida Agamenon Magalhães para o tráfego de veículos. A polícia usou balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral para dispersar o grupo. O trânsito só foi liberado após as 23h.


"Nosso compromisso era com a manifestação, que transcorreu tranquilamente, só que depois de mais de duas horas do encerramento, algumas pessoas insistiam em travar as avenidas Agamenon Magalhães, Rui Barbosa e  Rosa e Silva. Eram pessoas que estavam ali só para atrapalhar, então foi preciso atuar", apontou Damázio.


Na manhã desta sexta, o trânsito nas avenidas Agamenon Magalhães e Conde da Boa Vista, principais artérias da cidade e que foram palco do protesto, está normal. A Secretaria de Saúde do estado informou que não houve registro de ocorrências de atendimentos diretamente ligados à manifestação. No Hospital da Restauração, no Derby, junto ao ponto de saída do movimento, um balanço inicial da manhã desta sexta também não tem registro sobre atendimentos diretamente ligados ao protesto.
O protesto


Manifestantes se reuniram na Praça do Derby e saíram em passeata, por volta das 15h, pela Avenida Conde da Boa Vista, uma das principais artérias da cidade. Na saída, uma fumaça verde e amarela foi lançada e muitos cantaram o Hino Nacional. Exibindo cartazes e, em vários momentos, gritando pelo fim da corrupção, do preconceito e por melhorias na educação, saúde e no transporte público, a multidão caminhou por aproximadamente cinco horas.


Máscaras recolhidas na AlepeO outro grupo de manifestantes, que estava em frente à Assembleia Legislativa (Alepe), gritava chamando os deputados e criticando a atual administração municipal. Faixas reclamavam da gestão do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Policiais revistaram manifestantes perto da Alepe e recolheram máscaras, sem explicar o motivo da apreensão. "Levaram nossas máscaras e pertences. Eles pediram para a gente tirar porque estávamos como anônimos. Mostramos nossa cara, mas levaram mesmo assim", reclamou o manifestante Lucas Lopes.


Máscaras recolhidas na Alepe


O outro grupo de manifestantes, que estava em frente à Assembleia Legislativa (Alepe), gritava chamando os deputados e criticando a atual administração municipal. Faixas reclamavam da gestão do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Policiais revistaram manifestantes perto da Alepe e recolheram máscaras, sem explicar o motivo da apreensão. "Levaram nossas máscaras e pertences. Eles pediram para a gente tirar porque estávamos como anônimos. Mostramos nossa cara, mas levaram mesmo assim", reclamou o manifestante Lucas Lopes.


O ato foi pacífico, mas em alguns momentos houve correria e confusão provocadas por pequenos grupos inflitrados entre os manifestantes. Eles tentaram iniciar arrastões e assaltar os participantes. Enquanto caminhava pela Avenida Conde da Boa Vista, a multidão foi saudada por uma chuva de papel picado jogado por moradores dos prédios. Ainda na via, um grupo com camisas do Partido dos Trabalhadores (PT) e  da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (Uespe) foi hostilizado pela maioria, que afirmava não integrar partidos políticos. Houve bate-boca e explosão de bombas juninas. Ninguém ficou ferido. Ao chegar à Rua da Aurora, nas proximidades do Cinema São Luiz, a marcha se dividiu, por volta das 18h. Parte seguiu pela Rua do Sol e voltou à Aurora pela Ponte Princesa Isabel, para protestar em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).


Já a grande maioria partiu em direção ao Marco Zero da capital, passando pela Avenida Guararapes, Ponte Maurício de Nassau e Avenida Marquês de Olinda. Um dos tumultos ocorreu em frente ao edifício de número 111 da Guararapes. Um grupo que tentava assaltar os manifestantes foi surpreendido por dois policiais militares. Ao tentar coibir a ação, os PMs foram cercados em frente ao prédio enquanto o grupo arremessava pedras e paus, que atingiram Rubens Rocha, 60 anos. Ele disse ter saído de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, e estava na calçada acompanhando o ato quando foi ferido na perna.


Dois suspeitos de praticar crimes foram detidos na Praça da Independência e outros três, na Avenida Guararapes. Na Avenida Marquês de Olinda, o clima voltou a ficar tenso com novas tentativas de furto. Policiais detiveram nove pessoas no local. Por diversas vezes, a PM chegou a ser aplaudida pelos participantes da marcha. Os policiais que monitoraram a marcha estavam usando uma braçadeira com o nome "paz", por cima do fardamento, e flores nos coletes à prova de bala.
Por volta das 19h30, quando grande parte dos manifestantes ocupou o Marco Zero, a marcha começou a se dispersar. Muitos saíram do local, voltaram pela Praça da República e subiram as escadarias do Palácio de Justiça. Em frente à sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), eles cantaram: "Ei, Brasil, vamos acordar, porque um professor vale mais que o Neymar".

Não espere para comprar o seu imóvel, afirmam especialistas


Não é raro ouvir alguém reclamar que os preços de apartamentos e casas das grandes capitais estão nas alturas, irreais, não condizentes com o que se ganha. A euforia repentina do mercado imobiliário e o alerta do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a expansão de empréstimos no Brasil seriam, portanto, indícios de uma crise imobiliária prestes a ser deflagrada? Embora a presença de bolha não possa ser totalmente descartada, economistas acreditam que o seu inflar ainda é lento - e não está nem perto da queda dos preços.
Concluído em janeiro deste ano e publicado no início do mês, o relatório do FMI apontou a alta rápida dos preços de imóveis no Brasil e a forte expansão dos empréstimos imobiliários. Segundo o documento, o aumento dos requerimentos de capital para comprar um imóvel contribuiu para reduzir a velocidade de crescimento do crédito.
De acordo com o economista e coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Emerson Marçal, a melhoria das condições de crédito levou ao aumento da demanda por imóveis, responsável pelo acréscimo nos preços dos aluguéis e dos imóveis novos. A queda dos juros permitiu acesso a crédito para compra de imóvel e levou agentes econômicos a buscar esta alternativa como forma de investimento.
Para uma bolha imobiliária se consolidar, no entanto, são necessárias condições de crédito fáceis, o que aconteceu nos Estados Unidos, que, junto à elevação das taxas de juros, levou ao estouro da bolha imobiliária em 2007. Ainda de acordo com o economista, não é o caso do País. "Financiar imóveis ainda é algo restritivo no Brasil. Os bancos têm regras demais, e os cartórios implicam custos", explica Marçal.
Segundo o professor de finanças do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Ricardo Almeida, nada de surpresas: a alta dos preços está dentro do esperado, conforme a taxa de juros. O valores de imóveis devem crescer de acordo com a inflação, sem valorização expressiva, e o crédito deve se estabilizar. "Não espere para comprar seu imóvel", sugere o analista.
Conforme pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) divulgada em maio, pela primeira vez em quatro anos os preços de imóveis residenciais novos recuaram em São Paulo. No primeiro trimestre, o valor do metro quadrado dos lançamentos com um e dois dormitórios, os imóveis mais procurados, caiu 7,8% em relação a dezembro de 2012. Caso não haja bolhas no mercado imobiliário brasileiro, os preços dos imóveis no futuro próximo devem se consolidar em um novo patamar, sem aumentos contínuos ou quedas drásticas. 

Falha no Facebook expôs dados de contato de 6 milhões de usuários


O Facebook afirmou nesta sexta-feira que descobriu e corrigiu uma falha que expôs informações de contatos de 6 milhões de usuários da rede social. E-mails ou números de telefone foram compartilhados com outros membros do serviço sem a permissão dos usuários por uma falha na ferramenta de download de informações. 
Segundo uma nota publicada em sua página de segurança, o Facebook disse que a falha foi descoberta dentro do programa White Hat, que premia pesquisadores de segurança que relatam vulnerabilidades na plataforma. O bug, informado à companhia no início do mês, foi corrigido em 24 horas, informou a empresa.
O Facebook afirmou ainda que não tem conhecimento de que o erro possa ter sido utilizado de forma maliciosa e que não recebeu nenhuma queixa de usuário. Os membros afetados receberão um e-mail informando quais das suas informações de contato foram compartilhadas e para quantos usuários foram mostradas.

Dilma sanciona lei que isenta PLR de até R$ 6 mil de IR

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que isenta rendimentos de até R$ 6 mil a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de cobrança de Imposto de Renda (IR). Antes da nova lei, a tributação deste rendimento seguia a mesma tabela da cobrança sobre salários, que começa com alíquota de 7,5% a partir dos ganhos que superarem os R$ 1,710.
A lei já entrou em vigor e prevê que os valores de rendimentos que serão tributados serão corrigidos todo ano pelos mesmos percentuais que a tabela do IR para salários.
Confira a nova tabela de IR para PLR:
VALOR DO PLR (ANUAL)ALÍQUOTA
até R$ 6.000zero
de R$ 6.000,01 a R$ 9.0007,5%
de R$ 9.000,01 a R$ 12.00015%
de R$ 12.000,01 a R$ 15.00022,5%
acima de R$ 15.00027,5%

Dólar interrompe série de 5 altas e cai 0,6%; confira cotação


O dólar interrompeu uma série de cinco altas e fechou em queda ante o real, após um integrante do Federal Reserve (FED, o banco central americano) levantar a possibilidade de a redução do programa de estímulo monetário nos Estados Unidos não ocorrer tão cedo quanto se imaginava. A moeda americana perdeu 0,60%, para R$ 2,2445 na venda. Já na semana, a moeda acumulou valorização de 4,49%.
A expectativa no mercado continua sendo de a menor liquidez mundial continuar a dar fôlego ao fortalecimento do dólar, segundo economistas. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 2,425 bilhões. "Está todo mundo tentando jogar um pouco de água na fervura em torno do estímulo do FED", disse o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos.
O presidente do FED de St. Louis, James Bullard, afirmou nesta sexta-feira temer que a sinalização do banco central na quarta-feira sobre a redução das compras de títulos ocorreu na hora errada. Bullard é membro com direito a voto do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). A perspectiva com o FED tem gerado um movimento de valorização global do dólar. Contra o real, a divisa avançou 5,84% entre os dias 14 e 20 deste mês.
No entanto, analistas afirmavam que as declarações de Bullard não devem gerar uma alteração no fortalecimento do dólar. "A tendência foi dada pelo (chairman do Fed, Ben) Bernanke. O mercado está reagindo à declaração do Bullard, mas não acho que ela seja o suficiente para reverter a situação", disse o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno.
A alta da taxa de câmbio tem levado o BC a intervir no mercado frequentemente nas últimas sessões. Mais cedo, a autoridade monetária vendeu 37,3 mil contratos da oferta total de até 40 mil, com volume financeiro equivalente US$ 1,828 bilhão.
Na véspera, o BC havia realizado leilão de swap tradicional e dois leilões de venda de dólares com compromisso de compra, mas não foi o suficiente para fazer a moeda inverter a tendência de alta. Na quinta-feira, o dólar subiu 1,69%, encerrando o dia cotado a R$ 2,2580 apesar da forte atuação do BC. "O mercado mostrou no swap de ontem pela manhã que há demanda por dólares", disse o operador do banco nacional, referindo-se à venda do lote integral de 60 mil contratos ofertados pelo BC.
Ele destacou, no entanto, que embora a autoridade monetária mostre-se preocupada com a cotação do dólar por causa de repasses à inflação, o momento de apreciação generalizada da divisa no mundo impede que as atuações do BC segurem a alta. Essas atuações servem apenas para desacelerar a valorização causada por movimentos especulativos e que fazem o mercado doméstico descolar do internacional.

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