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sexta-feira, maio 20, 2011

IBGE: IPCA-15 sobe 0,70% em maio e supera teto de 12 meses


A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou em maio um pouco mais que o esperado, em razão de uma menor alta de alimentos e transportes, mas ainda assim a taxa em 12 meses superou o teto da meta perseguido pelo governo no ano. O indicador subiu 0,70%em maio, após 0,77% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
Analistas consultados pela Reuters previam alta de 0,75%, de acordo com a mediana de 18 respostas que variaram de 0,65% a 0,85%. Os custos do grupo Alimentação e bebidas subiram 0,54%em maio, depois de terem avançado 0,79% em abril. Os de Transporte desaceleraram a alta de 1,45%para 0,93%. "O menor ritmo de crescimento nos preços do grupo dos alimentos se deveu aos produto in natura e por aqueles consumidos fora do domicílio", afirmou o IBGE em nota.
Tiveram queda de preço tomate, frutas e hortaliças. Outros produtos ainda continuaram em alta, impedindo um arrefecimento maior do grupo, como batata-inglesa e feijão carioca. Nos transportes, a desaceleração veio do preço do litro do etanol, que teve variação positiva de apenas 0,01% em maio, após salto de 16,40% em abril. A gasolina ainda manteve-se em alta, acelerando a variação para 5,30%neste mês, frente a 4,28% na leitura anterior.
Os preços administrados em geral pesaram sobre a inflação em maio. Aumentaram os custos de energia elétrica, tarifa de água e esgoto e aluguel. Assim, os preços do grupo Habitação avançaram 0,93% em maio, ante 0,72% em abril. Outra presão veio de salários de empregados domésticos, com alta de 1,14% agora, comparado a 0,54% antes.
Meta rompida
O IBGE acrescentou que em 12 meses até maio o indicador subiu 6,51%, ante 6,44% em abril. O número ultrapassa o teto da meta perseguida pelo governo no ano, que tem centro em 4,5% e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. O IPCA de abril já havia rompido o teto, apresentando alta em 12 meses de também 6,51%.
O IPCA-15 e o IPCA têm metodologias similares mas, enquanto o primeiro mede o período de 30 dias encerrados em meados do mês, o segundo apura o mês calendário. Analistas e o Banco Central (BC) preevem uma desaceleração da inflação à frente, o que contribuirá para que a taxa volte ao intervalo da meta. No entanto, o patamar previsto ainda é bastante elevado, fazendo com que o mercado espere a continuidade dos aumentos do juro básico.
Alguns economistas, entretanto, não descartam totalmente o descumprimento da meta, caso haja alguma surpresa para cima nos próximos meses. A última vez em que isso ocorreu foi em 2002. Em 2003 e 2004 a meta teve que ser ajustada para cima para evitar novos rompimentos

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